Justiça mantém prisão de comandante envolvido em naufrágio com mortos no Amazonas
Decisão foi tomada em audiência de custódia após o piloto se apresentar à polícia depois de mais de um mês foragido.

Foto: Reprodução
Resumo
A Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva do piloto envolvido no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV. Ele havia se entregado após ficar foragido por mais de um mês e agora seguirá preso enquanto as investigações continuam sobre a tragédia que deixou mortos e desaparecidos.
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Notícias Policiais –A Justiça do Amazonas decidiu manter a prisão preventiva de Pedro José da Silva Gama, piloto da lancha Lima de Abreu XV, durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.
Piloto se entregou após mais de um mês foragido
O comandante da embarcação havia se apresentado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na segunda-feira (16), depois de permanecer foragido por mais de um mês. A apresentação ocorreu após a decretação de sua prisão preventiva.
Naufrágio deixou mortos e desaparecidos
O caso está relacionado ao naufrágio ocorrido no dia 13 de fevereiro, quando a lancha, que transportava cerca de 80 passageiros com destino ao município de Nova Olinda do Norte, afundou. A tragédia resultou em três mortes confirmadas e cinco pessoas ainda desaparecidas.
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Prisão preventiva foi considerada necessária pela Justiça
Inicialmente, o piloto chegou a ser detido no dia do acidente, mas foi liberado após pagamento de fiança. No entanto, no dia seguinte, a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto decretou a prisão preventiva, alegando a necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
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Durante a audiência de custódia desta terça-feira, a magistrada plantonista decidiu manter a medida, entendendo que não houve irregularidades no procedimento de prisão.
Defesa afirma que piloto pretende colaborar
Acompanhado por advogados, Pedro José afirmou que pretende colaborar com as investigações. Segundo a defesa, o período em que esteve foragido teria sido motivado por abalo emocional diante das consequências do acidente, negando intenção de fugir permanentemente.
Investigado permanecerá preso durante andamento do caso
Como próximos passos, o piloto será encaminhado para uma unidade prisional em Manaus, onde ficará à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.
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