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Polícia

Justiça mantém prisão de réu por morte de jovem palestino em Manaus

Decisão de 20/10 cita ausência de prejuízo concreto e depoimentos de sobrevivente e testemunha.

Por Beatriz Silveira

27/10/2025 às 22:31

Notícias Policiais – O pedido de soltura de Bruno da Silva Gomes, preso pela morte do jovem palestino Mohammad Manasrah, de 20 anos, em Manaus, foi negado pela desembargadora Vânia Marques Marinho, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A magistrada também rejeitou a anulação do processo. A decisão foi assinada no dia 20 deste mês.

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A defesa de Bruno alegou cerceamento de defesa e pediu nulidade processual absoluta, afirmando que o exame de DNA — que apontou ausência de sangue da vítima na camisa do acusado — foi juntado aos autos após a sentença de pronúncia que encaminhou o réu a julgamento. Para os advogados, as provas seriam frágeis e não haveria novos elementos que justificassem a manutenção da prisão.

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Ao indeferir, Vânia registrou que o pleito não havia sido previamente direcionado ao juiz natural do caso, Fábio César Olintho de Souza, e destacou que a declaração de nulidade no processo penal exige prejuízo concreto, o que não foi demonstrado. Segundo a desembargadora, o magistrado de primeiro grau já havia formado convicção com base em um acervo probatório “de particular contundência”.

Na decisão, ela pontuou que os indícios de autoria decorreriam especialmente do depoimento da vítima sobrevivente e de uma testemunha ocular, que apontariam o Paciente como provável autor do delito.

Bruno e Robson Silva Nava Júnior foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) em 5 de março pela morte de Mohammad Manasrah e pela tentativa de homicídio contra o irmão dele, Ismail Manasrah. Conforme a denúncia, o crime ocorreu por volta das 2h, na Rua Rio Içá, em frente à Rox Club e Lounge, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul. Mohammad morreu após golpe no pescoço com uma garrafa quebrada; Ismail sofreu ferimentos no rosto e nas costas. O MPAM atribui motivo fútil e traição, o que pode agravar a pena em eventual condenação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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