Líder de facção criminosa “Lúcifer” reafirma ódio ao PCC em audiência: “A nossa luta é exterminar esses caras”
Preso há mais de 20 anos, cumprindo uma pena que ultrapassa os 132 anos de prisão, Lúcifer é o terror do Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Líder de facção criminosa “Lúcifer” reafirma ódio ao PCC em audiência: “A nossa luta é exterminar esses caras”-Foto: Reprodução
Durante uma audiência realizada por videoconferência diretamente da Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), o líder do grupo criminoso “Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho”, Marcos Paulo da Silva, mais conhecido como “Lúcifer”, reafirmou seu profundo ódio pelos integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Encarcerado há mais de duas décadas e com uma pena que ultrapassa 132 anos de prisão por ter matado 50 rivais de facções dentro dos presídios, Lúcifer demonstrou, mais uma vez, que sua luta está longe de cessar.
Durante a audiência, ao ser questionado pelo juiz sobre a falta que sente da liberdade, Lúcifer surpreendeu ao responder que, para ele, a liberdade não é apenas uma questão física. “A liberdade não é só física. Espiritual e psicologicamente, eu estou liberto. Fisicamente preso, mas espiritualmente estou livre”, declarou o criminoso, mostrando que, apesar de sua condição de encarcerado, sua mente continua focada na vingança e na luta contra seus inimigos.
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Lúcifer, que tem um histórico de crimes bárbaros mesmo estando atrás das grades, foi confrontado sobre o fato de continuar assassinando desafetos dentro das cadeias por onde passa. Sem hesitar, ele justificou sua postura afirmando que prefere lutar até o fim, em vez de se submeter a qualquer tipo de pressão.
⏯️ “Minha missão é matar”, diz o Lúcifer sobre seus assassinatos, conhecido como o terror do PCC (Primeiro Comando da Capital). pic.twitter.com/YMM2F76e7V
— AM POST (@portalampost) August 20, 2024
“A nossa luta se sobrepõe a essa liberdade física. É melhor lutar. Prefiro morrer lutando do que viver curvado para os outros. Não vou me curvar a ninguém. A liberdade física é um dos meus últimos planos. A nossa luta é exterminar esses caras. Em qualquer lugar que eu estiver, eles vão morrer. Se não for pelas minhas mãos, será a mando meu”, garantiu o líder da facção, demonstrando seu comprometimento com a violência e a destruição dos inimigos.
Marcos Paulo da Silva, o Lúcifer, foi diagnosticado com psicose, uma condição mental que pode estar relacionada com sua falta de remorso e sua sede por sangue. Com orgulho, ele confessou ser o autor de 50 assassinatos dentro dos presídios de São Paulo, sendo suas vítimas sempre integrantes de facções rivais.
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Um exemplo notável da crueldade de Lúcifer ocorreu em maio de 2022, quando a Justiça de São Paulo condenou três integrantes do Cerol Fininho, facção liderada por ele, por dois homicídios, incluindo a decapitação de uma das vítimas. As penas somadas pelos crimes cometidos por Lúcifer ultrapassam 132 anos de prisão, mas isso parece não intimidar o líder criminoso, que continua determinado a perseguir e eliminar seus inimigos.
Ritual macabro
Os crimes cometidos por Lúcifer são marcados por um ritual macabro: após as execuções, ele escrevia “Cerol Fininho” nas paredes das celas usando o sangue das vítimas. Entre suas ações mais notórias está o massacre de cinco detentos na Penitenciária de Serra Azul, em 2011. Durante o massacre, Lúcifer gritava que desejava matar ainda mais, refletindo seu estado psicótico.
Em outro episódio de violência extrema, Lúcifer e seus comparsas fizeram vários agentes penitenciários reféns e utilizaram um estilete artesanal para decapitar vítimas na cadeia. Os atos brutais de Lúcifer, aliados à sua psicose, continuam a gerar pavor no sistema prisional e a evidenciar a brutalidade de algumas facções criminosas no Brasil.
Zé Roberto da Compensa
Em 2017, durante a Operação Echelon, que prendeu 75 líderes do PCC em 14 estados, foi revelado que a própria facção tentou contratar Lúcifer para assassinar José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, chefe da Família do Norte (FDN), uma organização rival do PCC no tráfico de drogas em Manaus. No entanto, o plano foi frustrado pela intervenção da Polícia Federal durante a operação, impedindo que Lúcifer levasse a cabo mais um de seus crimes brutais.
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