Líder religioso é preso por suspeita de estupro de criança indígena em Barreirinha
A investigação contou com apoio da Funai, Polícia Militar e órgãos de assistência indígena.

Foto: Reprodução
Resumo
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas resultou na prisão preventiva de um homem de 34 anos suspeito de violência sexual contra uma criança indígena de 9 anos em Barreirinha, no interior do estado. O caso foi denunciado por lideranças da comunidade indígena e contou com o apoio de órgãos de proteção e assistência voltados aos povos indígenas durante o atendimento à vítima e seus familiares.
Notícias Policiais – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu preventivamente um homem de 34 anos investigado por estupro de vulnerável contra uma criança indígena de 9 anos no município de Barreirinha, a 331 quilômetros de Manaus. A prisão foi realizada na segunda-feira (15/06), no bairro Santa Luzia, por equipes da 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).
As investigações tiveram início após lideranças indígenas denunciarem o caso às autoridades. A ocorrência foi registrada na aldeia Nova América, localizada na região indígena do Rio Andirá, onde o crime teria acontecido no dia 29 de maio deste ano.
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Denúncia partiu de lideranças da comunidade
Segundo a Polícia Civil, representantes da comunidade acionaram equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) após tomarem conhecimento do caso.
A partir da denúncia, foram iniciadas diligências para apurar as circunstâncias do ocorrido e identificar o suspeito.
De acordo com o delegado Hugo Guimarães, responsável pelas investigações, o homem exercia função de liderança religiosa na localidade e possuía proximidade com a família da vítima.
Investigação reuniu provas do caso
Ainda conforme a autoridade policial, o investigado teria utilizado a relação de confiança mantida com os familiares para se aproximar da criança.
Durante a apuração, a Polícia Civil reuniu depoimentos, informações e outros elementos que auxiliaram na construção do inquérito policial.
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A materialidade do crime foi confirmada por meio de exame pericial, que passou a integrar o conjunto de provas encaminhado à Justiça.
Justiça autorizou prisão preventiva
Com base nas evidências reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi analisado e deferido pelo Poder Judiciário.
Após a expedição do mandado, equipes policiais localizaram o investigado e realizaram a prisão no bairro Santa Luzia, na área urbana de Barreirinha.
Segundo o delegado Hugo Guimarães, durante o depoimento prestado à polícia, o homem confirmou os fatos investigados.
Família recebeu apoio de órgãos de proteção
Além da atuação policial, a vítima e seus familiares receberam acompanhamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Parintins.
Os órgãos prestaram assistência à criança e à família, garantindo atendimento adequado e respeito às especificidades culturais da comunidade indígena.
O investigado responderá pelo crime de estupro de vulnerável, passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
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