Mãe de jovem morto em abordagem policial em Manaus critica soltura de PM suspeito do crime: “Esse homem não pode tá na rua”
Caso ocorreu no bairro Alvorada e é investigado após imagens contestarem versão inicial apresentada à família.
- Foto: AM POST
Resumo
Mãe de jovem morto durante abordagem policial em Manaus critica liberdade provisória de PM envolvido no caso. Imagens de câmeras de segurança contradizem versão inicial apresentada à família.
Notícias policiais – Elayne Almeida, mãe do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, morto durante uma abordagem policial em Manaus, criticou a liberdade provisória concedida ao policial militar envolvido no caso e denunciou contradições na versão apresentada inicialmente.
“Estou em uma situação muito difícil ainda mais depois de saber que ele foi liberado. Esse homem não pode tá na rua porque é um perigo para a sociedade o que ele fez com meu filho. O Carlos ainda tentou lutar pela vida. Sendo que ele já tinha dado um tiro nele e eu nem sabia“, afirmou.
O policial militar Belmiro Wellington Costa Xavier foi solto nesta segunda-feira (20), após audiência de custódia realizada um dia depois da ocorrência registrada no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste da capital amazonense.
Versão inicial apontava acidente
Segundo a mãe, ao chegar ao local da ocorrência, recebeu a informação de que o filho havia sofrido um acidente de trânsito. A explicação, no entanto, foi posteriormente contestada.
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“De inicio quando eu cheguei falaram que ele tinha sofrido um acidente batido na calcada e quebrado o pescoço. Esses policias são tão criminosos e cretino que viraram o corpo do meu filho de costas para eu não ver o que eles fizeram no pescoço e rosto dele”, relatou.
Leia mais: Policial preso por morte de jovem é solto após audiência de custódia em Manaus
De acordo com Elayne, a verdade só veio à tona após a chegada da perícia, que identificou marcas de disparos no corpo do jovem.
“Inicialmente eu acreditei, mas quando a perícia chegou e desemborcou o corpo eles mostraram para mim os tiros”, disse.
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Imagens reforçam dúvidas sobre abordagem
O caso ganhou novos contornos após a análise de imagens de câmeras de segurança que registraram a abordagem policial. Nos registros, é possível ver o momento em que Carlos é cercado por policiais.
A família aponta que o conteúdo das imagens contraria a versão inicial apresentada e pode ser determinante para o esclarecimento do caso.
O jovem estava em uma motocicleta quando foi abordado por volta das 2h45, na rua 6 do bairro Alvorada.
Família nega envolvimento com crime
A mãe também rebate qualquer tentativa de associar o filho a atividades ilegais e afirma que ele não possuía antecedentes.
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“Agora eles estão procurando situação para incriminar meu filho mas ele não respondia processo. Esses policiais sim respondem e não prestam. Por mais que queiram me intimidar não vou me calar pois já me tiraram meu bem maior”, declarou.
Ela ainda afirma que pessoas próximas estariam sendo pressionadas após o ocorrido.
“Estão também coagir os amigos do meu filho”, acrescentou.
Liberdade provisória gera indignação
A decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao policial intensificou a revolta da família. Para Elayne, a medida não condiz com a gravidade do caso.
A audiência de custódia avaliou a legalidade da prisão e resultou na liberação do agente, que deverá responder ao processo em liberdade.
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Investigação segue em andamento
As circunstâncias da morte de Carlos André seguem sob investigação. A apuração deve considerar laudos periciais, imagens e depoimentos de testemunhas.
O caso provoca repercussão em Manaus e levanta questionamentos sobre a atuação policial em abordagens que terminam em morte.
Enquanto aguarda respostas, a família afirma que continuará cobrando justiça.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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