Maior bicheiro do Rio, Rogério Andrade, é preso por mandar matar rival
Segundo denúncia, Andrade teria ordenado a execução de Fernando de Miranda Iggnácio, morto em 10 de novembro de 2020.
- Foto: SBT Rio/Reprodução de vídeo
Em uma ação coordenada nesta terça-feira (29), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu o contraventor Rogério Andrade, famoso por seu vínculo com a escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e conhecido como um dos mais influentes bicheiros do estado. A prisão, realizada no contexto da Operação Último Ato, foi motivada por uma nova denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que atribui a Andrade a autoria intelectual do assassinato de seu rival, Fernando Iggnácio.
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Segundo a denúncia, Andrade teria ordenado a execução de Fernando de Miranda Iggnácio, morto em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime aconteceu em um heliponto, onde Iggnácio, herdeiro e genro do famoso contraventor Castor de Andrade, foi emboscado após chegar de helicóptero vindo de Angra dos Reis. Quando caminhava em direção ao carro, foi alvejado com tiros de fuzil 556, em uma execução planejada e brutal.
As investigações indicam que a disputa entre Andrade e Iggnácio envolvia o controle de áreas lucrativas de jogo do bicho e outros negócios ilícitos na capital fluminense. Nos últimos anos, essa rivalidade resultou em uma série de tensões e atos de violência, mas o assassinato de Iggnácio, em plena luz do dia e em um local público, elevou as suspeitas de que a guerra entre as duas facções havia chegado a um ponto de ruptura irreversível.
A prisão de Rogério Andrade ocorreu em sua residência em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Gilmar Eneas Lisboa, outro envolvido e apontado como possível cúmplice de Andrade, também foi detido na cidade de Duque de Caxias. Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que determinou que Rogério Andrade seja transferido para um presídio federal, uma medida que busca reduzir o risco de interferência no caso, dada sua influência no estado.
O MPRJ e o Gaeco continuam apurando detalhes do envolvimento de Andrade no assassinato de Iggnácio, com foco em desarticular as redes de contravenção e os crimes associados ao jogo do bicho no Rio. A prisão de Andrade representa um marco no combate à violência e às organizações criminosas que operam à margem da lei e desafiam o sistema de justiça.
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