Melqui Galvão conseguiu celular na prisão e usou videochamada para ameaçar testemunhas, diz deputada
Lutador investigado por abuso sexual contra alunas foi transferido para São Paulo.
- FOTO: Reprodução
Resumo
O lutador de jiu-jítsu Melqui Galvão, investigado por suspeita de abuso sexual contra alunas, teria conseguido acesso a um celular dentro da prisão para ameaçar testemunhas por videochamada. A denúncia foi feita pela deputada estadual Alessandra Campêlo, que cobra prisão preventiva do investigado.
Notícias policiais – O lutador de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, investigado por suspeita de abuso sexual contra alunas durante treinos da modalidade, teria conseguido acesso a um celular dentro da prisão para realizar videochamadas e ameaçar testemunhas do caso. A denúncia foi feita pela deputada estadual Alessandra Campêlo.
Segundo a parlamentar, um policial civil, irmão de Melqui, ligado às forças especiais teria facilitado a entrada do aparelho na unidade prisional, permitindo que o investigado mantivesse contato externo mesmo estando custodiado. O caso já teria sido comunicado ao Ministério Público de São Paulo e às autoridades de segurança.
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Melqui Galvão foi transferido do Amazonas para São Paulo na noite da última quinta-feira (7) e está preso no Presídio da Polícia Civil enquanto as investigações seguem em andamento.
Deputada pede prisão preventiva
De acordo com Alessandra Campêlo, o conteúdo das chamadas e das ameaças representa risco direto às vítimas e ao andamento do processo. Por isso, ela defende a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.
“Um policial que fazia parte das forças especiais se aproveitou de um horário fora do expediente, levou uma pessoa com um celular e essa pessoa fez a ligação de vídeo para que o Melqui Galvão ameaçasse testemunhas”, afirmou a deputada.
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Ainda segundo ela, áudios e vídeos relacionados às supostas ameaças já estão sob posse do Ministério Público paulista e das forças de segurança responsáveis pela investigação.
A parlamentar afirmou que as intimidações podem comprometer os depoimentos das vítimas, principalmente pelo medo de possíveis represálias após a eventual soltura do investigado.
“Quando ele diz no vídeo que em 30 dias ele sai e vai ficar tudo bem, a vítima pensa: ‘e o que vai acontecer comigo depois?’. Isso desencoraja”, declarou.
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Investigação começou após denúncia de atleta
Melqui Galvão foi preso temporariamente no dia 28 de abril, em Manaus. A investigação teve início em São Paulo após a denúncia feita por uma atleta de 17 anos.
No decorrer das apurações, outras vítimas passaram a ser identificadas pelas autoridades. Segundo as investigações, ao menos seis alunas teriam relatado episódios de abuso sexual supostamente ocorridos durante treinamentos da categoria.
O caso ganhou repercussão nacional devido ao histórico do lutador no jiu-jítsu e ao surgimento de novas denúncias ao longo da investigação.
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Policial ligado ao caso foi afastado
Após tomar conhecimento das denúncias envolvendo o suposto acesso irregular ao celular dentro da prisão, o delegado-geral determinou o afastamento do policial citado pela deputada.
Alessandra Campêlo também afirmou que solicitou a retirada do armamento funcional do agente, alegando risco de continuidade das ameaças às vítimas e testemunhas.
“O delegado geral ao tomar conhecimento determinou o afastamento do policial irmão dele das suas funções e eu estou solicitando que tire o armamento das mãos desse policial porque ele pode sim continuar ameaçando vítimas”, disse.
Caso segue sob investigação
As investigações continuam sendo conduzidas pelas autoridades paulistas, que analisam os relatos das vítimas, o material audiovisual citado pela deputada e a possível participação de terceiros na facilitação das ameaças.
Até o momento, a defesa de Melqui Galvão não se manifestou publicamente sobre as acusações relacionadas ao uso de celular dentro da prisão e às supostas intimidações.
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