Morte do sargento Lucas completa 4 anos: relembre o caso que chocou Manaus
Execução em cafeteria de Manaus envolve triângulo amoroso, disputa judicial e a possibilidade de Júri Popular para parte dos acusados.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – A morte do sargento do Exército Brasileiro Lucas Ramon Guimarães, que tinha de 29 anos, completa quatro anos nesta segunda-feira (1º). O crime aconteceu em 2021, dentro da cafeteria da qual era proprietário, na Avenida Ayrão, bairro Praça 14, zona Centro-Sul de Manaus. Lucas foi atingido por três tiros na cabeça disparados por Silas Ferreira da Silva, de 26 anos, que fugiu do local em uma motocicleta.
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A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Santa Júlia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu poucas horas depois. O caso teve forte repercussão, não apenas pela brutalidade da execução, mas também pela motivação do crime ser considerado passional, conforme apontou a Polícia Civil.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Silas teria sido contratado por R$ 65 mil pelo empresário Joabson Agostinho Gomes, dono da rede Vitória Supermercados. O motivo seria o envolvimento extraconjugal do sargento Lucas com Jordana Azevedo Freire, esposa de Joabson.
Jordana e Joabson chegaram a ser presos dias após o crime, mas conseguiram liberdade por meio de habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2022, o casal voltou a ser preso em uma operação da Polícia Civil, mas deixou a prisão novamente semanas depois por decisão da Justiça.
Em novembro de 2024, a Justiça do Amazonas concluiu a audiência de instrução e julgamento de seis acusados de envolvimento no crime. O juiz Fábio Alfaia ouviu oito testemunhas, além dos interrogatórios dos réus. Silas negou envolvimento e respondeu apenas às perguntas da defesa, mesma estratégia adotada por Joabson, Romário Vinente Bentes, Kayanne Castro Pinheiro dos Santos, Kayandra Pereira Castro e Kamylly Tavares da Silva.
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Já em janeiro de 2024, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) rejeitou a denúncia do Ministério Público contra Jordana, que passou a responder em liberdade. Em março do mesmo ano, o juiz Fábio Alfaia excluiu cinco dos seis acusados do Tribunal do Júri, determinando que apenas Silas, apontado como executor dos disparos, fosse levado a julgamento popular.
A decisão faz oo Ministério Público recorrer para garantir que Joabson também fosse submetido ao Júri Popular, assim como os demais acusados apontados como facilitadores do contato entre mandante e executor.
Segundo o MP-AM, o próprio Silas confessou o crime em depoimento inicial à Polícia Civil, detalhando como teria sido contratado para matar o sargento. Ele ainda relatou que recebeu um celular de uma suposta funcionária do Supermercado Vitória, aparelho usado para manter comunicação sobre a execução.
Quatro anos após o crime, a memória do sargento Lucas ainda mobiliza familiares e amigos que pedem justiça. O caso segue em tramitação na Justiça do Amazonas, e o desfecho dependerá do recurso do Ministério Público e da decisão final sobre quem será efetivamente julgado no Tribunal do Júri.
Redação AM POST
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