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MP cobra explicações após preso de alta periculosidade ser transferido irregularmente no Amazonas

Custodiado de alta periculosidade foi levado sem ordem judicial para unidade interditada e sem viatura policial no interior do Amazonas.

Por Natan AMPOST

19/03/2026 às 16:35 - Atualizado em 23/03/2026 às 08:33

Resumo


MP do Amazonas investiga transferência de preso sem autorização judicial para Envira e aponta falhas graves na delegacia local, incluindo falta de viatura e estrutura precária.

Notícias policiais – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) abriu investigação para apurar a transferência de um preso entre municípios do interior sem autorização judicial. O caso envolve o envio de um custodiado da Delegacia de Polícia Civil de Eirunepé para a comarca de Envira, sem registro formal que justifique o procedimento.

A medida, conhecida como recambiamento, exige previsão legal e autorização judicial prévia, o que, segundo o MP, não foi identificado até o momento. A ausência de documentação levanta dúvidas sobre a legalidade da transferência e sobre eventual responsabilidade administrativa.

Preso é apontado como de alta periculosidade

A situação ganha maior gravidade pelo perfil do custodiado. De acordo com o Ministério Público, ele é considerado de alta periculosidade e apontado como integrante do núcleo operacional de uma organização criminosa.

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O detento possui condenações definitivas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, o que exige, segundo normas vigentes, custódia em unidade com estrutura adequada e segurança reforçada.

Diante disso, o MP solicitou à Justiça a transferência imediata do preso para um estabelecimento prisional compatível com seu grau de risco.

Delegacia apresenta falhas graves

Durante inspeção na 66ª Delegacia Interativa de Polícia Civil de Envira, o Ministério Público identificou uma série de problemas estruturais que agravam ainda mais o cenário.

A unidade opera com número reduzido de policiais civis, não possui vigilância noturna e está sem viatura disponível. O único veículo utilizado pela delegacia foi removido recentemente para Manaus, sem reposição.

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Além disso, a delegacia encontra-se interditada por decisão judicial, o que torna ainda mais crítica a manutenção de um preso de alta periculosidade no local.

Ausência de viatura amplia risco

A falta de viatura foi apontada como um dos principais problemas. Segundo o MP, a retirada do veículo ocorreu após o encerramento de contrato com empresa locadora, sem que houvesse substituição imediata.

A situação é classificada como omissão administrativa por parte da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e da Delegacia-Geral da Polícia Civil.

Sem viatura, a capacidade de resposta da polícia na região fica comprometida, especialmente diante da presença de um custodiado considerado perigoso.

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Órgãos têm 72 horas para explicar

Diante das irregularidades, o Ministério Público estabeleceu prazo de 72 horas para que autoridades prestem esclarecimentos.

A Delegacia de Polícia Civil de Eirunepé deverá informar se houve ordem judicial para o recambiamento, quem autorizou a transferência e qual o fundamento legal utilizado.

Já a Delegacia-Geral da Polícia Civil precisa explicar os critérios adotados para a transferência e quais medidas estão sendo tomadas para resolver a falta de viatura em Envira.

A SSP-AM também foi acionada e deverá detalhar os motivos da retirada do veículo, identificar o responsável pela gestão do contrato encerrado e apresentar previsão para reposição.

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Objetivo é garantir legalidade e segurança

Segundo o promotor de Justiça Christian Guedes da Silva, responsável pelo caso, a atuação do MP busca assegurar o cumprimento das normas legais e evitar riscos à população.

“A atuação ministerial busca assegurar que toda transferência de preso observe rigorosamente o devido procedimento legal e que situações de precariedade estrutural sejam prontamente enfrentadas”, destacou.

Caso expõe fragilidade no interior

O episódio evidencia fragilidades na estrutura de segurança pública em municípios do interior do Amazonas, especialmente em locais com menor presença estatal.

A combinação de transferência sem autorização, falta de estrutura e presença de preso de alta periculosidade acende alerta sobre riscos à ordem pública e à integridade dos próprios agentes envolvidos.

O caso segue em apuração, e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das investigações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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