“Nem sei se está pronto para sair”, diz mãe de maníaco do parque sobre filho deixar a prisão
Ela expressou sua profunda preocupação com o estado psicológico de Francisco e seu futuro fora do cárcere.

“Nem sei se está pronto para sair”, diz mãe de maníaco do parque sobre filho deixar a prisão-Foto: Divulgação
Aos 77 anos, Maria Helena de Souza Pereira, mãe de Francisco de Assis Pereira, o infame Maníaco do Parque, enfrenta a dura realidade de que seu filho pode ser liberado da prisão em 2028, após cumprir 30 anos de uma pena que inicialmente foi imposta por 280 anos. Em uma recente entrevista, ela expressou sua profunda preocupação com o estado psicológico de Francisco e seu futuro fora do cárcere.
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Maria Helena não tem dúvidas de que seu filho não está preparado para a liberdade. “Ele vai completar 30 anos na cadeia. Faz 10 que não o visito. Nem sei se está pronto para sair. Acho que não”, declarou, deixando claro que não o receberá em casa caso ele seja solto. Sua preferência, segundo afirmou, seria que Francisco fosse morar em Portugal, onde, segundo ela, existe uma mulher interessada em ajudá-lo.
A expectativa de liberdade de Francisco se deve à legislação brasileira da época de sua condenação, que limitava o cumprimento de pena a 30 anos, uma regra que não se aplica atualmente, onde o tempo máximo de reclusão é de 40 anos. Essa situação levanta questões éticas e morais sobre o tratamento de criminosos violentos e a reintegração deles na sociedade.
A relação de Maria Helena com o filho é complexa. Apesar de estar distante há uma década, ela revela que Francisco ainda recebe cartas de admiradoras que o visitam na prisão. Essas mulheres não apenas mantêm contato com ele, mas também ajudam Maria Helena financeiramente, enviando alimentos e realizando repasses. “Essas mulheres o visitam na cadeia. Elas me ajudam com alimentos e repasses financeiros”, conta, destacando uma realidade que a surpreende e a preocupa ao mesmo tempo.
Maria Helena também rejeita o apelido de “Maníaco do Parque”, que se tornou sinônimo do crime que seu filho cometeu e que chocou o Brasil nos anos 90. “Não aceito! Tenho pavor desse nome”, afirmou, enfatizando a dor que esse rótulo traz para ela e sua família. Para Maria Helena, o nome que define seu filho é muito mais do que uma simples designação; é um estigma que permeia sua vida e a de todos ao seu redor.
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