Operação Impacto fecha adega reincidente, encerra bares e flagra venda de álcool a menores em Manaus
Ação integrada nas zonas centro-oeste e leste fecha bares, flagra adolescentes consumindo bebida e reforça combate a irregularidades.
- (Foto: divulgação)
Resumo
Operação Impacto em Manaus resulta na interdição de adega reincidente, fechamento de bares e detenção de comerciante por venda de álcool a menores. Ação integrada reforça fiscalização e proteção de adolescentes.
Notícias policiais – Uma adega reincidente foi lacrada, dois bares tiveram as atividades encerradas e um comerciante acabou detido por suspeita de vender bebidas alcoólicas a menores durante uma operação realizada na madrugada deste domingo (26), em Manaus. A ação também flagrou adolescentes consumindo álcool sem a presença de responsáveis, reforçando o cenário de irregularidades em estabelecimentos da capital.
A ofensiva faz parte de mais uma fase da Operação Impacto, que ocorreu simultaneamente nas zonas centro-oeste e leste da cidade. A iniciativa mobilizou forças de segurança e órgãos da rede de proteção à criança e ao adolescente para intensificar a fiscalização em bares, adegas e eventos conhecidos como “rolezinhos”.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
De acordo com o comandante da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), major Cordeiro, o foco principal é combater práticas ilegais que vêm sendo registradas com frequência nesses ambientes, como a venda de entorpecentes, o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores e outras infrações administrativas.
“Estamos reforçando a presença em áreas estratégicas para coibir crimes e garantir mais segurança. A integração entre os órgãos permite ampliar o alcance das fiscalizações e agir de forma mais eficiente”, destacou o comandante.
Adega lacrada após reincidência
No bairro Alvorada, zona centro-oeste, uma adega considerada ponto crítico foi interditada por determinação do Juizado da Infância e Juventude Infracional (Jiji). O local já havia sido alvo de uma operação anterior, quando 32 adolescentes foram encontrados consumindo bebidas alcoólicas, o que levou à decisão judicial de lacração.
Segundo a coordenação da operação, a reincidência foi determinante para a medida mais rigorosa. A estratégia das autoridades é justamente endurecer contra estabelecimentos que insistem em descumprir a legislação, especialmente quando há envolvimento de menores.
Ainda na mesma região, outro bar foi fechado após fiscalização identificar irregularidades. O proprietário foi detido por suspeita de desvio de energia elétrica, crime constatado com apoio técnico da concessionária responsável pelo fornecimento.
Adolescentes flagrados consumindo álcool
Na zona leste, equipes do Juizado da Infância e Juventude, da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e do Conselho Tutelar flagraram dois adolescentes, ambos com 17 anos, consumindo bebidas alcoólicas em um estabelecimento.
Os jovens estavam desacompanhados de responsáveis legais, o que configura violação das normas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após o flagrante, foram adotados os procedimentos legais cabíveis, incluindo o acionamento dos responsáveis.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
A venda ou fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos é proibida no Brasil e pode resultar em sanções como multa, interdição do estabelecimento e até detenção dos responsáveis.
A secretária executiva de Direitos da Criança e do Adolescente da Sejusc, Rosalina Lobo, ressaltou a importância da atuação conjunta para prevenir esse tipo de situação.
“É um trabalho que envolve tanto a proteção quanto a responsabilização. A presença integrada dos órgãos garante respostas mais rápidas e eficazes para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos”, afirmou.
“Rolezinhos” entram no radar
Além da fiscalização em estabelecimentos, a operação também tem como alvo os chamados “rolezinhos”, encontros organizados, muitas vezes pelas redes sociais, que reúnem grande número de jovens em locais públicos ou privados sem controle adequado.
Esses eventos frequentemente geram denúncias de perturbação do sossego, consumo de álcool por menores e até tráfico de drogas. Por isso, a estratégia das forças de segurança é atuar de forma preventiva, com presença ostensiva e abordagens em pontos considerados críticos.
A integração entre os órgãos envolvidos também permite identificar outras irregularidades, como falta de alvará de funcionamento, descumprimento de normas sanitárias e ligações clandestinas de energia elétrica.
Fiscalização deve continuar
As ações da Operação Impacto devem seguir em outras regiões de Manaus, com foco em áreas com maior incidência de denúncias. A meta é reduzir crimes associados a esses ambientes e fortalecer a proteção de adolescentes.
Para as autoridades, o recado está dado: quem insiste em burlar a lei, principalmente quando envolve menores, entra direto no radar — e dificilmente sai ileso.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






