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Operação mira expansão de facção do tráfico do RJ para o Amazonas

Segundo a polícia, houve um racha na facção Família do Norte, e um dos lados migrou para o Comando Vermelho formando o CVAM, reconfigurando as rotas das drogas pelo país.

  • Por AM POST

  • 21/05/2024 às 14:55

  • Leitura em quatro minutos

Nesta terça-feira (21), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Rota do Rio, visando desarticular a expansão para outros estados de traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV). Um total de 113 mandados de busca e apreensão foram cumpridos não só no Rio de Janeiro, mas também em Minas Gerais, Amazonas e Pará.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), um racha interno na facção Família do Norte propiciou a migração de uma das partes para o Comando Vermelho, dando origem ao Comando Vermelho do Amazonas (CVAM). Essa reconfiguração nas rotas do tráfico assumiu o controle de importantes áreas de fronteira do Brasil com o Peru e com a Colômbia.

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De acordo com as investigações, os agentes descobriram a rota utilizada para o escoamento de drogas vindas do Amazonas até o Rio de Janeiro. Além da forma de distribuição no morro e no asfalto, a Polícia Civil também apurou que os criminosos lavavam o dinheiro por meio de pagamentos a pessoas e empresas, entre elas um frigorífico no Amazonas, pertencente a um ex-prefeito de um município naquele estado. O político teve o mandato cassado por abuso de poder econômico.

De acordo com as investigações, os agentes descobriram a rota utilizada para o escoamento de drogas vindas do Amazonas até o Rio de Janeiro. Além da forma de distribuição no morro e no asfalto, a Polícia Civil também apurou que os criminosos lavavam o dinheiro por meio de pagamentos a pessoas e empresas, entre elas um frigorífico no Amazonas, pertencente a um ex-prefeito de um município naquele estado. O político teve o mandato cassado por abuso de poder econômico.

Uma das estratégias utilizadas pela quadrilha, conforme apontado pela DCOC-LD, é a dispersão de pagamentos para diversos laranjas e empresas, incluindo um frigorífico, a fim de dificultar as investigações. Estima-se que em um período de dois anos, as facções tenham movimentado cerca de R$ 27 milhões em atividades ilícitas.

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Entre os alvos da operação no Amazonas, destaca-se o ex-prefeito de Anamã, Raimundo Pinheiro da Silva, apontado como proprietário do frigorífico utilizado para lavagem de dinheiro em prol do tráfico.

No Rio de Janeiro, os agentes visaram endereços em diversas localidades, desde a Avenida Atlântica, em Copacabana, até a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Fallet-Fogueteiro, este último onde ocorreu um tiroteio durante a ação policial.

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Durante as diligências, os policiais da 21ª DP (Bonsucesso) conseguiram capturar Juan Roberto Figueira da Silva, conhecido como Cocão, líder do tráfico na comunidade do Morro dos Prazeres. Cocão estava foragido da Justiça, acumulando pelo menos seis mandados de prisão em aberto, e era apontado como responsável por ordenar assaltos na Grande Tijuca e Zona Sul do Rio.

Além das ações na capital fluminense, a Operação Rota do Rio se estendeu até municípios como Armação dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos, reforçando o cerco às ramificações do tráfico de drogas em diferentes localidades.

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A iniciativa demonstra o esforço contínuo das autoridades em combater o avanço das organizações criminosas, sobretudo diante das novas configurações e estratégias adotadas pelos grupos, que buscam expandir suas atividades para além das fronteiras estaduais. A Polícia Civil segue empenhada em desmantelar essas redes ilícitas e garantir a segurança e a tranquilidade da população.

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O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

- Letícia Butterfield

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