Operação Piloto de Fuga amplia investigação sobre maior carga de ouro apreendida no Amazonas
Ação é desdobramento das operações que investigam esquema ligado a carregamento milionário de ouro.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Operação Piloto de Fuga, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas e pela Polícia Federal, resultou na prisão de mais um investigado em Manaus. A ação é um desdobramento das operações que apuram o maior carregamento de ouro já apreendido no estado e a possível participação de agentes da segurança pública no esquema.
Notícias policiais – A Operação Piloto de Fuga, realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) em conjunto com a Polícia Federal, resultou na prisão de mais um investigado na manhã desta terça-feira (9), em Manaus. A nova fase da investigação busca aprofundar as apurações sobre o que é considerado o maior carregamento de ouro já apreendido no Amazonas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A ação foi conduzida pelas 60ª e 61ª Promotorias de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp) e representa mais um avanço nas investigações iniciadas após uma ocorrência registrada em outubro de 2025.
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Operação é desdobramento de investigação iniciada em 2025
Segundo o MPAM, a Operação Piloto de Fuga é um desdobramento direto dos fatos ocorridos em 30 de outubro de 2025, quando um investigador da Polícia Civil e dois policiais militares foram presos em flagrante durante uma ação que culminou na apreensão de uma carga milionária de ouro.
Na ocasião, a prisão foi realizada pela Polícia Federal, que passou a investigar possíveis conexões entre agentes públicos e a movimentação irregular do material apreendido.
As investigações avançaram ao longo dos últimos meses e deram origem a novas frentes de apuração voltadas à identificação de outros participantes e à coleta de provas complementares.
Continuidade da Operação Auxílio Criminoso
Além de ser um desdobramento da apreensão histórica de ouro, a Operação Piloto de Fuga também dá sequência às diligências iniciadas na Operação Auxílio Criminoso.
O objetivo é aprofundar a investigação sobre a estrutura do suposto esquema, verificar a participação de novos suspeitos e reunir elementos que possam contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.
De acordo com o Ministério Público, a nova fase foi motivada pelo surgimento de indícios que apontam para a necessidade de ampliar as investigações envolvendo agentes públicos da área de segurança.
Mandados foram cumpridos em delegacia e condomínios de Manaus
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, titular da 60ª Proceapsp, solicitou à Justiça Federal a expedição de medidas cautelares.
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A decisão resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um investigador da Polícia Civil e de quatro mandados de busca e apreensão.
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As diligências ocorreram nas primeiras horas da manhã desta terça-feira e alcançaram diferentes pontos da capital amazonense, incluindo o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Também foram realizadas buscas nos condomínios Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas, locais definidos pela Justiça Federal para o cumprimento das medidas judiciais.
Investigação busca esclarecer dinâmica dos fatos
Segundo o promotor Armando Gurgel Maia, a finalidade da operação é aprofundar a compreensão sobre a dinâmica dos acontecimentos, consolidar novas provas e verificar se outras pessoas participaram das ações investigadas.
“O objetivo é reunir elementos que permitam esclarecer os fatos de forma completa e identificar eventuais responsabilidades”, destacou o membro do Ministério Público.
As investigações seguem sob acompanhamento conjunto do MPAM e da Polícia Federal. Os órgãos responsáveis informaram que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações e a análise do material apreendido durante as buscas.
Enquanto o inquérito prossegue, as autoridades buscam esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso que envolveu a maior apreensão de ouro já registrada no Amazonas e que continua gerando desdobramentos no âmbito das forças de segurança pública.
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