Passageira que acusa homem de importunação sexual em ônibus reafirma versão em Manaus: “Senti o órgão dele”
Rebecca Barros mantém relato sobre contato indevido na linha 010, enquanto acusado nega crime.
- Foto: reprodução
Notícias policiais – A passageira Rebecca Barros, de 25 anos, reafirmou nesta sexta-feira (19) sua versão sobre a denúncia de importunação sexual ocorrida dentro de um ônibus do transporte coletivo de Manaus. O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (18), em um veículo da linha 010 (Conjunto Augusto Montenegro–Educandos), que seguia lotado em direção ao Terminal 2. A jovem compareceu ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para prestar esclarecimentos e manteve o relato de que houve contato íntimo indevido durante a viagem.
Em entrevista, Rebecca descreveu o que sentiu no momento em que Jaer Barroso, de 27 anos, ficou atrás dela no coletivo. Segundo a passageira, inicialmente acreditou que o incômodo fosse provocado por uma mochila, mas percebeu que a situação persistia mesmo após tentar se afastar. Diante disso, decidiu verificar o que estava acontecendo e afirmou ter constatado o contato que motivou o pedido de ajuda aos demais passageiros.
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Rebecca relatou que, após a percepção do contato, virou-se para questionar o homem sobre o que estava acontecendo. Visivelmente abalada, ela contou que reagiu imediatamente por se sentir constrangida e ameaçada dentro de um ambiente lotado.
“No momento em que ele parou atrás de mim, comecei a sentir alguma coisa incomodando. Achei que fosse a mochila de alguém e me mexi para o lado, tentando sair. Quando não saiu, resolvi colocar a mão. Na hora em que coloquei a mão e fiz esse movimento, senti o órgão dele para fora”, disse ela ao site Imediato.
Denúncia gerou reação imediata no coletivo
O episódio causou tensão dentro do ônibus e foi registrado por testemunhas em vídeos que circularam nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que Rebecca pede ajuda, acusa o homem de importunação e solicita que ele seja retirado do veículo. Em seguida, outros passageiros cercam o suspeito, que acaba sendo retirado do coletivo em meio a hostilidade.
Acusado nega crime e registra denúncia
Jaer Barroso, de 27 anos, também compareceu ao 1º DIP nesta sexta-feira (19) para registrar denúncia. Ele afirma ter sido alvo de ameaças após a divulgação das imagens e nega qualquer prática de cunho sexual. Segundo Jaer, a acusação decorre de um mal-entendido provocado pela superlotação do ônibus no horário de pico.
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Em entrevista exclusiva ao Portal AM POST, Jaer relatou que seguia para o trabalho quando entrou no coletivo já cheio. Ele afirma que ficou posicionado atrás da passageira por falta de espaço e que mantinha uma bolsa à frente do corpo. “O ônibus estava muito apertado. Eu fiquei atrás dela com a bolsa na frente, e ela achou que eu estava encostando”, declarou.
Defesa aponta superlotação e nega intenção
A defesa do jovem sustenta que houve um mal-entendido potencializado pelo ambiente de superlotação e pela rápida mobilização de pessoas no coletivo. O advogado Vladimir Rabelo informou que a decisão de procurar a polícia teve como objetivo garantir o direito de defesa e colaborar com a apuração. “Uma falsa acusação desse porte pode gerar danos irreparáveis. Viemos registrar o boletim para que ele se apresentasse espontaneamente”, explicou.
O que diz a lei
A importunação sexual é tipificada no Código Penal como a prática de ato libidinoso sem consentimento, sem necessidade de violência grave ou ameaça, e é comum em ambientes de grande circulação, como transportes públicos. A pena prevista varia de um a cinco anos de reclusão.
O caso será investigado com base nos depoimentos das partes, nas imagens registradas por testemunhas e em eventuais novas provas. O objetivo é verificar se houve crime, agressões ou outro tipo de conduta ilícita, garantindo o direito à ampla defesa e à proteção da vítima.
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