Pastor que matou mulher trans teria premeditado crime, afirma irmã da vítima
O pastor confessou o crime, mas atribuiu a culpa à vítima, alegando ter descoberto que ela era trans apenas no motel.
- Foto: Divulgação
O caso do assassinato da mulher trans Luane Costa da Silva, de 27 anos, em um motel na cidade de Santos, ganha novos contornos. A irmã da vítima, Mylena Rios, afirmou em entrevista ao “Jornal Correio” que o pastor Antônio Lima dos Santos Neto, principal suspeito do crime, premeditou a ação.
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Segundo Mylena, o pastor sabia que estava em um ponto de prostituição de mulheres trans. “Ele já foi nessa intenção de matar e agora está dizendo que não sabia que ela era uma trans. Mentira! Ele sabia, sim”, declarou a irmã de Luane.
O pastor confessou o crime, mas atribuiu a culpa à vítima, alegando ter descoberto que ela era uma mulher trans apenas ao chegar ao motel. Ele disse ter sido abordado por Luane e que, após perceber sua identidade de gênero, desistiu da relação sexual. A perícia apontou que a causa da morte foi estrangulamento por asfixia.
De acordo com o boletim de ocorrência, Luane teria exigido R$ 100 e impedido que o pastor saísse do motel, o que teria motivado uma luta corporal que resultou na morte da vítima.
Antônio foi preso ao retornar ao motel para buscar seu celular. Funcionários do estabelecimento encontraram o corpo de Luane e acionaram a polícia. Testemunhas relataram que o pastor tentou fugir, mas foi detido.
Nas redes sociais, o homem se apresentava como líder religioso. Em seu depoimento à polícia, ele se identificou como pastor e disse ser casado.
O caso revoltou a comunidade e gerou grande repercussão nas redes sociais, com diversas manifestações contra a violência e o preconceito contra a comunidade LGBTQIA+.
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