PF investiga suposto superfaturamento em contratos de shows bancados por emenda parlamentar de R$ 1,3 milhão no Acre
A investigação apontou um sobrepreço que chega a R$ 912 mil.
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Resumo
CGU e Polícia Federal deflagram a Operação Graco para investigar suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos federais na Prefeitura de Sena Madureira (AC), envolvendo contrato de R$ 1,3 milhão para shows com indícios de sobrepreço e irregularidades.
Notícias policiais – A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) realizam, nesta quinta-feira (29), a Operação Graco, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraude em licitação e desvio de recursos públicos federais na Prefeitura de Sena Madureira, no Acre. As investigações envolvem a contratação de apresentações artísticas para a feira agropecuária do município, custeadas com verbas de emendas parlamentares na modalidade de transferência especial, conhecidas como “Emendas Pix”.
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As apurações tiveram início após análises técnicas da CGU, que identificaram indícios de irregularidades na aplicação desses recursos. O foco principal é um contrato de R$ 1,3 milhão firmado por inexigibilidade de licitação para a realização de três shows musicais.
Suspeita de sobrepreço e montagem artificial do processo
De acordo com os investigadores, o contrato apresenta um possível sobrepreço estimado em até R$ 912 mil. Além do valor elevado, foram identificados sinais de manipulação no processo de contratação, incluindo indícios de montagem artificial para justificar a escolha da empresa responsável pelos eventos.
Entre as irregularidades apontadas está a apresentação de cartas de exclusividade consideradas suspeitas. A investigação sugere que a empresa contratada pode ter atuado apenas como intermediária, sem deter a representação oficial dos artistas — prática vedada pela legislação vigente, que exige transparência e legitimidade na contratação direta de atrações artísticas.
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Pagamento antecipado e violação da legislação
Outro ponto crítico levantado pela operação envolve o pagamento integral do contrato de forma antecipada. Segundo a apuração, os valores teriam sido repassados poucos dias após a assinatura do acordo, cerca de dois meses antes da data prevista para os shows.
A legislação determina que pagamentos desse tipo devem ocorrer apenas após a efetiva prestação do serviço contratado, o que reforça a suspeita de irregularidade na execução do contrato e possível dano ao erário.
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Mandados expedidos pelo STF e ações em dois estados
A Operação Graco cumpre 14 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorrem em endereços localizados no Acre e no Distrito Federal, envolvendo possíveis agentes públicos, empresários e outros investigados.
Além das buscas, o STF autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação, medida que deve auxiliar na identificação do fluxo de recursos e na comprovação de eventuais crimes financeiros ligados ao esquema.
Investigação reforça combate ao uso irregular de emendas Pix
O caso também lança luz sobre o uso das chamadas Emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos federais para estados e municípios. Embora tenham como objetivo agilizar investimentos públicos, esse tipo de repasse tem sido alvo de fiscalização rigorosa devido ao risco de aplicação sem controle suficiente.
A CGU destaca que o monitoramento dessas verbas é fundamental para evitar fraudes, garantir transparência e assegurar que os recursos sejam utilizados em benefício da população.
Como denunciar irregularidades
A Controladoria-Geral da União orienta que cidadãos que tenham informações sobre a Operação Graco ou sobre outras possíveis irregularidades utilizem a plataforma Fala.BR, administrada pela Ouvidoria-Geral da União (OGU).
As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Para isso, basta selecionar a opção “Não identificado” no sistema, escolher o assunto “Operações CGU” e informar, no campo de descrição, o nome da operação e a unidade da federação relacionada.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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