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PM que matou Leandro Lo é absolvido após simular disparo com arma cenográfica no júri

Tenente Henrique Velozo utilizou simulacro de arma para reconstituir disparo.

Por Beatriz Silveira

21/11/2025 às 17:35

Notícias Policias – O policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo, de 33 anos, utilizou um simulacro de arma de fogo durante o tribunal do júri para demonstrar como, segundo ele, ocorreu o disparo que matou o ex-lutador de jiu-jitsu Leandro Lo. A encenação fez parte da estratégia da defesa e antecedeu a decisão que resultou na absolvição do réu pela maioria dos jurados.

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A decisão do juiz foi publicada na noite de sexta-feira (14). Em vídeo obtido pela Agência RECORD, é possível ver o momento em que o advogado de Henrique pede autorização ao magistrado para que o policial use o simulacro e reproduza a cena da noite de 7 de agosto de 2022, quando Leandro foi atingido na cabeça.

Leia também: Duas pessoas são baleadas por pistoleiros em atentado no interior do Amazonas

Diante do júri, Henrique afirmou ter atirado ao reagir a uma agressão, alegando que, além de Leandro, outros lutadores de artes marciais o teriam cercado e ameaçado agredi-lo. Na sentença, a ação do tenente foi considerada improcedente e o Conselho de Sentença acolheu a tese de legítima defesa, votando majoritariamente pela absolvição.

Após o resultado, Henrique Velozo foi solto do presídio militar Romão Gomes na madrugada de sábado (15), conforme confirmou a Polícia Militar. Em seguida, ele foi reintegrado ao efetivo da corporação por decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, formalizada em decreto publicado em 28 de outubro de 2025.

O julgamento ocorreu entre os dias 12 e 14 de novembro, após ter sido adiado duas vezes – em 22 de maio e 5 de agosto – por decisões relacionadas a pedidos da defesa e desentendimentos em audiência. Como se trata de crime doloso contra a vida, o caso foi julgado pela Justiça Comum. O processo na Justiça Militar havia sido concluído em 18 de junho deste ano.

Em nota, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que sua atuação foi pautada pela legalidade e pelo conjunto de provas, reiterou o respeito à decisão do Tribunal do Júri e declarou apoio às etapas subsequentes previstas em lei.

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