Polícia aponta falhas graves em acidente que derrubou árvore de Natal e deixou um morto em Manaus
Delegado afirma que empresa descumpriu normas técnicas, contratou operador inapto e utilizou guindaste sem equipamentos obrigatórios.
- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais – A Polícia Civil identificou uma série de irregularidades que podem ter sido decisivas para o acidente que resultou na queda da árvore de Natal montada no Largo São Sebastião, no Centro de Manaus, e deixou um trabalhador morto e outro ferido.
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As conclusões preliminares foram apresentadas pelo delegado Marcelo Martins, responsável pelas investigações.
De acordo com Martins, a operação apresentou falhas que vão desde a ausência de equipamentos obrigatórios até a execução de manobras inadequadas.
O delegado informou que a empresa encarregada da montagem não forneceu o plano de içamento — documento técnico essencial para definir cálculos e limites de carga — e não garantiu que todos os trabalhadores estivessem aptos para a função. Entre os contratados estava Antônio Benjamim de Lima Cunha, 57 anos, operador do guindaste envolvido no acidente.
Martins explicou que Antônio, que aparece nas imagens usando fantasia de Papai Noel, assumiu o comando do equipamento sem seguir protocolos básicos de segurança. Segundo o delegado, o operador realizou a movimentação das peças pesadas “de forma intuitiva”, sem cálculos e sem considerar a distância ideal entre o guindaste e a carga. Ele teria decidido posicionar o veículo a metros da estrutura, o que comprometeu a estabilidade e elevou o risco de tombamento. Ao ser questionado sobre a manobra, Antônio admitiu ter conduzido a operação “no olhômetro”.
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A perícia constatou ainda que o guindaste não possuía o LMC — Limitador de Momento de Carga — um sistema eletrônico capaz de alertar o operador quando a carga se aproxima do limite suportado. Esse equipamento, que atua como um dos principais mecanismos de prevenção, poderia ter evitado o tombamento ao sinalizar a sobrecarga. A inexistência do LMC, aliada à falta de supervisão técnica, reforça a suspeita de negligência operacional.
Outro ponto considerado grave pela investigação foi a presença de trabalhadores sobre a estrutura no momento do içamento, prática proibida por normas de segurança.
O conjunto de falhas, segundo Martins, indica que a operação não seguiu nenhum padrão mínimo de prevenção.
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A empresa responsável e o operador serão responsabilizados pelos erros identificados. Ambos deverão apresentar defesa à Justiça enquanto a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, laudos e demais elementos que possam esclarecer por completo as causas do desastre.
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