Polícia aponta participação de “Veneca” na morte de homem forçado a gravar vídeos acusando autoridades do AM
Segundo a polícia, o homem teve que gravar vídeos com textos encaminhados por lideranças do crime organizado do Rio de Janeiro.
- Foto: reprodução
Notícias policiais – Asdrubal Alejandro Munoz Briceno, conhecido como “Veneca”, apontado como líder de uma facção criminosa que domina no bairro União da Vitória, na zona oeste de Manaus, foi preso nessa segunda-feira (24/03) suspeito de coautoria no homicídio de Carlos Henrique Lúcio Gonzales, que tinha 31 anos, ocorrido no dia 3 de novembro de 2024.
PUBLICIDADE
A prisão foi apresentada em coletiva de imprensa, realizada nesta terça-feira (25/03), na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Na ocasião, a delegada Marília Campello, adjunta da unidade especializada, explicou que as investigações iniciaram em novembro de 2024, quando a equipe tomou conhecimento dos crimes. Ao longo das diligências, foi confirmado o envolvimento de “Veneca” nesse caso e no sequestro de uma colombiana de 32 anos, em 28 de novembro de 2024.
“Ele é um dos responsáveis pela morte de Carlos Henrique, um homem que se identificava como policial militar, e morreu entre os dias 2 e 3 de novembro de 2024. Asdrubal é a segunda pessoa presa nesse crime”, explicou Marília Campello.
De acordo com a delegada, no dia do crime, Carlos foi chamado para uma área conhecida no bairro Tarumã, zona oeste, por ocorrências de sequestros, extorsões, roubos e tráfico de drogas. Ao chegar ao local, acompanhado de outra pessoa, foi capturado por um grupo criminoso, em que Asdrubal fazia parte, e levado para uma área de mata, onde ficou por 13 horas sob poder do grupo criminoso antes de ser morto.
“Durante esse período, a vítima teve que gravar alguns vídeos falando de autoridades amazonenses com textos encaminhados por lideranças do crime organizado homiziados na cidade do Rio de Janeiro. Os vídeos circulavam nas redes sociais, e uma das testemunhas afirmou que o grupo passou muito tempo na mata com a vítima porque ele errava um texto que deveria gravar. Os vídeos eram refeitos repetidamente, e ele era agredido sempre que cometia um erro”, detalhou a delegada.
Leia mais: Sargento Salazar se manifesta sobre vídeo de homem que o acusa de fazer parte de milícia em Manaus
A delegada disse que a motivação real do crime, aponta para a negociação de drogas que a vítima estava realizando com um dos integrantes do grupo e, naquela ocasião, foi atraído ao local para fechar negócio.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






