Polícia apreende um dos adolescentes envolvidos no espancamento e morte de Fernando Vilaça em Manaus
A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), que investigam o caso.
- Foto: Reprodução
Notícias policiais – Um dos adolescentes suspeitos de participar do espancamento brutal que resultou na morte do estudante Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, foi apreendido nesta quarta-feira (9), em Manaus. A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), que investigam o caso.
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A identidade do menor não foi divulgada pelas autoridades devido às restrições legais que protegem adolescentes em conflito com a lei. No entanto, a polícia confirmou que ele aparece em vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais um grupo agride violentamente Fernando, que não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações continuam e que está em andamento uma negociação com a família do segundo adolescente envolvido, para que ele se apresente voluntariamente às autoridades. O crime chocou a população da zona leste de Manaus, onde aconteceu o ataque, e reacendeu o debate sobre a violência entre jovens e a impunidade de menores infratores.
Por se tratar de um menor de idade, o suspeito apreendido poderá ser submetido, no máximo, a uma medida socioeducativa de internação, com duração de até três anos. A legislação brasileira não prevê pena de prisão para adolescentes. Eles podem ser liberados antes do prazo, caso apresentem bom comportamento, reabilitação social ou ao atingirem a maioridade penal de 21 anos.
A morte de Fernando Vilaça gerou forte comoção e protestos nas redes sociais, com pedidos de justiça e críticas à legislação que limita as consequências para crimes cometidos por menores. Fernando Vilaça faleceu na semana passada, após quatro dias internado em estado grave. Ele foi agredido violentamente na última terça-feira (1º) por dois jovens, após ter sido alvo de ofensas homofóbicas enquanto caminhava pelo bairro Gilberto Mestrinho, na zona leste da capital amazonense.
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