Polícia apreendeu carga de ‘cocaína negra’ em mansão que pertence a dona das lojas Arezzo em Manaus
O caso foi noticiado em reportagem especial do Fantástico.
- Foto: reprodução
Notícias policiais – A operação que revelou um esquema de tráfico internacional dentro de uma mansão de alto padrão na Ponta Negra, zona oeste de Manaus, voltou ao centro do noticiário após reportagem especial do Fantástico, exibida neste domingo (16). O programa detalhou a apreensão de 50 quilos da chamada “cocaína negra” — droga alterada quimicamente para enganar cães farejadores e testes preliminares — em uma residência pertencente à empresária Liege Aurora Pinto da Cruz, de 74 anos, dona das lojas Arezzo no Amazonas.
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De acordo com o site da Receita Federal, Liege é sócia-administradora da Arecio Comercial Ltda., razão social responsável por quatro unidades da marca em Manaus. A empresários, segundo a própria defesa, usa a casa apenas esporadicamente aos fins de semana. Mas, na prática, o imóvel virou o cenário de uma das maiores operações recentes contra o tráfico de alta sofisticação no estado.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), começou em 17 de outubro. Na primeira varredura, a polícia encontrou 16 quilos da droga e um caderno repleto de anotações que indicavam a existência de mais 40 quilos escondidos em cadeiras e quadros. A pista levou a um retorno imediato ao imóvel, desta vez acompanhado de cães farejadores — exatamente o tipo de ferramenta que a cocaína modificada tenta driblar.
Os cães farejadores foram chamados, mas a estratégia dos criminosos se mostrou ainda mais engenhosa. Os animais não indicaram a presença da droga — e foi aí que surgiu a suspeita de manipulação química. Somente após desmontar cuidadosamente cadeiras e quadros indicados no caderno é que os policiais localizaram compartimentos falsos. Dentro deles, a substância escurecida, conhecida como “cocaína negra”, confirmou que se tratava de uma técnica pensada para enganar sensores biológicos e driblar barreiras de fiscalização.
Na operação, a polícia prendeu o casal de caseiros German Alonso Pires Rodrigues e Jeyme Farias Batalha, ambos peruanos. German, conforme apontado pela reportagem, trabalha para a proprietária da casa há mais de dez anos.
A defesa da empresária afirmou ao Fantástico que ela não estava no Brasil no momento da ação e permanece fora do país. Em nota, garantiu que Liege sempre esteve à disposição das autoridades e que o local exato onde a droga foi encontrada ficava em um anexo usado pelo caseiro.
- Foto: Reprodução/Globo
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