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Polícia Civil indicia três guardas municipais pela morte de jovem em Manaus

Investigação da Polícia Civil concluiu que há elementos suficientes para responsabilizar três agentes pela morte de Bruno Girão Santos.

Por Beatriz Silveira

08/05/2026 às 20:35 - Atualizado em 16/06/2026 às 08:05

foto de paulo bindá sobre indiciamento de guardas municipais em manaús

Foto: Paulo Bindá

Resumo

A Polícia Civil do Amazonas indiciou três guardas municipais pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado em fevereiro deste ano na zona oeste de Manaus. O caso ganhou repercussão após protestos de moradores da Compensa e levantou questionamentos sobre a atuação da Guarda Municipal durante a ocorrência. O inquérito aponta indícios suficientes para responsabilização dos agentes por homicídio, enquanto a Prefeitura de Manaus afirma acompanhar as investigações e manter os servidores afastados das atividades operacionais.

Notícias Policiais – A Polícia Civil do Amazonas indiciou três guardas municipais pelo homicídio de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado em fevereiro deste ano no bairro Compensa, zona oeste de Manaus.

O documento de indiciamento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Amazonas e ao Ministério Público do Amazonas na última terça-feira (6).

Foram indiciados os guardas municipais Guilherme Pinheiro Braide, Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior.

Bruno foi atingido por disparos de arma de fogo na madrugada de 26 de fevereiro, no beco União. Segundo familiares, o jovem retornava do trabalho quando entrou no local para encontrar um amigo e acabou baleado.

Laudos e depoimentos embasaram o indiciamento

De acordo com o relatório da Polícia Civil, os três agentes passaram por exame residuográfico no dia do caso. O resultado apontou presença de partículas metálicas de chumbo em Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior. Guilherme Pinheiro Braide teve resultado negativo no exame.

Leia também: Dupla envolvida na morte de ex-policial militar e amigo é presa em Manaus

No inquérito, a polícia afirma que as investigações reuniram elementos suficientes para o indiciamento por homicídio e que não foram identificadas circunstâncias que justificassem a ação.

O caso já tramita na Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

Na época da ocorrência, familiares da vítima afirmaram que moradores da região presenciaram os disparos. A tia de Bruno, Jaqueline Girão, declarou que testemunhas ouviram os tiros e relataram que o jovem teria sido baleado pelas costas.

Protestos e posicionamento da Guarda Municipal

Após a morte do jovem, moradores do bairro Compensa realizaram manifestações pedindo justiça. Durante o protesto, a Avenida Brasil foi interditada com pneus e colchões queimados.

Na ocasião, a Guarda Municipal de Manaus informou que a equipe atendia uma denúncia quando ouviu disparos de arma de fogo e que Bruno já teria sido encontrado ferido no chão quando os agentes chegaram ao local.

A corporação também declarou que os guardas prestaram socorro à vítima e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Bruno chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota divulgada após o indiciamento, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social informou que os três agentes seguem afastados das atividades operacionais e exercem apenas funções administrativas internas e desarmadas.

Defesa da família cobra transparência nas investigações

A advogada da família, Nicolly Cavalcante Menezes, afirmou que o indiciamento representa um avanço importante na busca por justiça.

Segundo a defesa, a investigação encontrou indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. A advogada também criticou a falta de transparência durante o andamento das apurações.

Já a Semseg afirmou que o indiciamento se baseou principalmente em depoimentos de testemunhas e destacou que o exame residuográfico apontou apenas partículas isoladas de chumbo, o que, segundo o Instituto de Criminalística, não seria suficiente para comprovar tecnicamente a realização de disparos de arma de fogo.

A Prefeitura de Manaus declarou que continuará acompanhando o caso e colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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