Polícia diz que homem deu voz de prisão e estuprou mulher ao fingir ser policial em Manaus
Delegada detalha como suspeito abordava vítimas durante a madrugada na zona norte de Manaus.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Homem é preso em Manaus após se passar por policial civil para cometer roubos e estuprar jovem na Avenida das Torres; delegada detalha como ele agia e confirma que há laudos que comprovam a violência sexual.
Notícias policiais – Um homem que não teve o nome divulgado foi preso no Conjunto Viver Melhor, em Manaus, acusado de se passar por policial civil para cometer roubos e estuprar uma jovem na Avenida das Torres, zona norte da capital.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas e tiveram início após uma denúncia recebida via WhatsApp no dia 6 de julho. A partir dos relatos, a equipe conseguiu traçar o modo de atuação do suspeito.
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Segundo a delegada Benvinda Gusmão, o primeiro crime ocorreu na madrugada do dia 23 de janeiro. Uma jovem e um amigo estavam na avenida quando foram surpreendidos pelo homem, que se apresentou como policial civil e utilizou uma arma para intimidar as vítimas.
“A situação que chamou a atenção da nossa equipe foi que uma das vítimas sofreu violência sexual. O autor se identificava como policial civil e usava uma arma para ameaçá-la”, afirmou a delegada.
Após anunciar o assalto e roubar os pertences do casal, o suspeito abusou sexualmente da jovem no próprio local da abordagem.
Mesmo padrão de abordagem
Durante as diligências, a polícia identificou outra vítima: um motorista de aplicativo que também foi roubado na Avenida das Torres. Conforme a investigação, o suspeito utilizava sempre a mesma estratégia — descia do veículo, dizia ser policial civil e rendia as vítimas com a arma em mãos.
“A partir daí iniciamos diligências e conseguimos identificar outra vítima, um motorista de aplicativo, que também foi roubado na Avenida das Torres”, explicou Benvinda Gusmão.
As investigações permitiram identificar o carro utilizado nos crimes e confirmar a identidade do autor. Ele foi formalmente reconhecido pelas vítimas.
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Na residência do suspeito, no bairro Viver Melhor, foram apreendidas roupas táticas, camisas pretas de manga longa e a arma utilizada nas ações criminosas. Segundo a delegada, ele cobria o rosto durante os ataques para dificultar a identificação.
Inicialmente, o homem negou os crimes, mas depois confessou os roubos. Ele negou ter se passado por policial e também não admitiu a violência sexual. No entanto, a autoridade policial informou que há laudos que confirmam o estupro.
“Já temos laudos que confirmam que a vítima sofreu violência sexual”, reforçou.
O investigado possui ficha criminal extensa, incluindo processos por estupro de vulnerável. A polícia continua em diligências, pois há suspeita de que outras vítimas ainda não tenham procurado as autoridades.
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A vítima recebeu atendimento especializado e foi encaminhada para a Delegacia da Mulher, além de acompanhamento psicológico.
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