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Polícia Federal identifica laranja do PCC que recebia Bolsa Família e movimentou mais de R$ 3 milhões para membros da facção

O relatório da PF identificou a mulher como uma das peças-chave na operação que visava um assalto milionário à empresa de transporte.

  • Por AM POST

  • 22/06/2024 às 09:41

  • Leitura em três minutos

A Polícia Federal (PF) revelou detalhes preocupantes sobre as atividades financeiras de Edilaine Maria de Sousa, uma mulher de 32 anos apontada como laranja do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo informações de relatório da PF, divulgado pelo site Metrópoles, a mulher teria movimentado a impressionante quantia de R$ 3,3 milhões em três contas bancárias, enquanto ainda recebia benefícios do Bolsa Família, um programa de assistência do governo federal.

O relatório da PF identificou Edilaine como uma das peças-chave na operação que visava um assalto milionário à empresa de transporte de valores Brinks, ocorrida em abril do ano passado no Mato Grosso. Ronildo Alves dos Santos, conhecido como Magrelo, era o suposto líder do plano, que acabou resultando na morte de Magrelo e de outros 17 suspeitos em confronto com a polícia.

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O método empregado, denominado Novo Cangaço, envolve a tomada de controle de uma pequena cidade para a execução de um assalto de grande porte. A PF rastreou a conexão entre Edilaine e Magrelo após identificar uma transferência de R$ 307 mil feita por ela para uma conta atribuída ao líder do PCC, seis meses antes do ataque à Brinks.

Além disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou transações suspeitas em três contas correntes de Edilaine. Entre outubro de 2022 e março de 2023, foram registradas movimentações que totalizaram os R$ 3,3 milhões.

Um trecho do relatório da PF destaca a incompatibilidade entre os valores movimentados por Edilaine e seu perfil econômico. Segundo a PF, ela transferia rapidamente os fundos para outras contas, muito provavelmente em nome de outros integrantes do PCC, seguindo o mesmo padrão observado com Magrelo.

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A revelação dessas informações lança luz sobre a complexidade das operações criminosas envolvendo organizações como o PCC e a sofisticação dos métodos empregados para ocultar e movimentar grandes somas de dinheiro. A ligação entre o crime organizado e o desvio de recursos de programas sociais como o Bolsa Família também levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de controle e fiscalização.

As autoridades enfatizam a importância da colaboração entre órgãos de segurança e inteligência para combater esse tipo de atividade ilícita. O monitoramento rigoroso das transações financeiras e a investigação aprofundada de casos como o de Edilaine são essenciais para desmantelar estruturas criminosas e prevenir novos ataques.

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O caso de Edilaine Maria de Sousa serve como um alerta sobre a necessidade de aprimoramento constante das políticas de segurança e combate à criminalidade, bem como da importância de se garantir a integridade e eficácia dos programas sociais destinados a auxiliar os cidadãos em situação de vulnerabilidade.

*Com informações do Metrópoles

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