Polícia pede prisão de esposa e advogado de tenente da PM suspeito de estupro em Manaus
Os dois são acusados de ameaçar e coagir vítima do tenente Osvaldo Silva.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Civil do Amazonas pediu a prisão preventiva de uma ex-assessora parlamentar e de um homem suspeitos de ameaçar e coagir uma vítima de abuso sexual. O caso está ligado à investigação contra um policial militar já preso por estupro.
Notícias de Polícia – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) solicitou à Justiça a prisão preventiva de Kamila Fernanda Alves de Almeida e do advogado Matheus de Souza Ferreira, acusados de ameaça e coação contra uma mulher de 25 anos, vítima de abuso sexual ocorrido no último dia 6 de abril supostamente cometido pelo tenente da Polícia Militar do Amazonas, Osvaldo Lima da Silva, em uma barreira policial em Manaus.
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Kamila Fernanda é companheira do policial e Matheus Ferreira o advogado que atua em sua defesa.
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De acordo com a investigação, a vítima teria sido abordada após receber uma ligação de uma pessoa que se apresentou como integrante da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia do Estado do Amazonas (Aleam), que está dando suporte jurídico a ela. Ao aceitar uma carona, ela entrou em um veículo onde estavam os suspeitos, que passaram a circular pela cidade.
Relato de intimidação e medo
Segundo o depoimento, o grupo seguiu até um estacionamento na Zona Norte, onde a situação se tornou mais tensa. A vítima afirmou que, em determinado momento, foi orientada a colocar o celular em modo avião e entregá-lo, o que gerou desespero.
Ela relatou que temeu pela própria vida ao perceber que estava com pessoas ligadas ao principal investigado do caso de abuso. O episódio teria sido interpretado como uma tentativa de intimidação.
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Confira PEDIDO-DE-PRISAO-PREVENTIVA
Ligação com investigação de abuso sexual
O caso está relacionado à apuração contra o tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva, preso preventivamente sob suspeita de estupro. A denúncia aponta que a vítima teria sido violentada dentro de uma unidade policial na rodovia AM-010.
O crime foi registrado em um distrito policial da capital, e o militar segue à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam.
Exoneração e posicionamento
Kamila Fernanda atuava como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e também participou de atividades políticas como cabo eleitoral. Após a repercussão do caso, ela foi exonerada do cargo.
Em manifestações públicas, a ex-servidora negou qualquer participação nos fatos investigados e afirmou que pretende apresentar provas para comprovar sua inocência.
A Polícia Civil continua apurando o caso, que envolve tanto a denúncia de abuso quanto possíveis tentativas de interferência no depoimento da vítima. As autoridades também analisam a participação de outros envolvidos.
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