Polícia prende em Manaus mulher ligada a empresa suspeita de desviar R$ 15 milhões em pirâmide financeira
Segundo a polícia, os suspeitos fundaram um grupo empresarial de nome “Lotos”, que cooptava funcionários públicos a obter empréstimos de quantias vultosas.
- Foto: Divulgação
Uma mulher identificada como Loyane Praiano Travassos foi presa em sua residência, localizada na rua Mascarenhas, bairro Coroado, zona leste de Manaus, após ser alvo de operação da Polícia Civil dos estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Pará, que mira suspeitos de envolvimento em desvio de mais de R$ 15 milhões, provenientes de pirâmide financeira.
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De acordo com a polícia, Loyane é natural do estado do Pará, e estava sendo investigada após acionamento dos policiais civis de lá.
Além dela também foram presos Jorge Luiz Guimarães Araújo Dias e Farley Felipe de Araújo da Silva, em em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Contra eles, havia mandados de prisão em aberto, expedidos pela 1ª Vara de Inquéritos Policiais de Belém/TJPA, pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
O delegado Cícero Túlio, titular do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus, informou que os suspeitos fundaram um grupo empresarial de nome “Lotos”, que cooptava funcionários públicos a obter empréstimos de quantias vultosas, que eram transferidas pelas vítimas para contas em nome dos autores, a pretexto de obtenção de lucros acima dos aplicados no mercado.
“No Pará as investigações ficaram a cargo da Divisão de Investigação de Operações Especiais (Dioe), no Rio de Janeiro foi pela 35ª. Durante as diligências, foi possível identificar que os autores administraram uma empresa de fachada criada com o fim de promover ilícitos comerciais na modalidade pirâmide financeira”, explicou o delegado.
“Farley Felipe e Jorge já haviam sido presos pela Polícia Civil do Amazonas durante a deflagração da Operação Esfinge, realizada em junho de 2023, quando na oportunidade foram presas 14 pessoas que integravam um grupo criminoso que operava com o mesmo esquema de pirâmide financeira”, relatou.
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Os consultores de venda da empresa procuravam pessoas, apresentando a Lotus como uma intermediadora financeira, que investiria valores das vítimas e repassaria parte da rentabilidade a estas. Em 2022, diversos boletins de ocorrência foram registrados contra a empresa Lotus Business Consigned – usada pelos criminosos – que estaria aplicando golpes em Belém, no Pará.
Na operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, sendo dois em São Gonçalo (RJ) e um em Manaus/AM, e um de busca e apreensão, em Ananindeua/PA. Além de Jorge Luiz e Farley, são investigados Loyanne Praiano Travassos e Sandro Soares da Silva Júnior.
Loyane será encaminhada à audiência de custódia e, posteriormente, recambiada ao Estado do Pará. Eles ficarão à disposição da Justiça.
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