Polícia prende motorista de aplicativo que estuprava passageiras e depois lia a bíblia para elas em Manaus
Marcelo Gustavo Lima da Silva foi capturado em Monte Alegre, no Pará, após dois anos foragido.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil – O motorista de aplicativo Marcelo Gustavo Lima de Souza, de 38 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (3/9) na cidade de Monte Alegre, no Pará, após quase dois anos foragido. Ele é investigado por estuprar diversas passageiras durante corridas em Manaus, entre 2022 e 2023, e vinha sendo alvo de mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas.
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Segundo as investigações, Marcelo aproveitava o momento em que as passageiras solicitavam corridas pelo aplicativo para cometer os abusos. Relatos das vítimas indicam que, durante os crimes, o homem chegava a ler trechos bíblicos e, em um dos episódios, teria perguntado a uma vítima se “era bom fazer sexo grávida”.
Em um dos casos, uma mulher relata que estava com duas crianças no carro e foi poupada devido isso.
Prisão após fuga e investigação de dois anos
De acordo com o delegado Costa e Silva, titular do 8° Distrito Integrado de Polícia (DIP), o motorista desapareceu logo após as denúncias se tornarem públicas em 2023. Durante o período em que esteve foragido, Marcelo não deixou rastros: não havia registros de saída pelo aeroporto de Manaus, movimentações bancárias ou uso de linhas telefônicas em seu nome.
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A prisão foi resultado de um trabalho conjunto entre o 8° DIP da Polícia Civil do Amazonas e a Polícia Civil do Pará (PCPA). Após meses de cruzamento de informações e ações de inteligência, os investigadores conseguiram localizar o acusado em Monte Alegre.
“No vídeo da prisão é possível ver que ele fornece um nome falso aos policiais. Depois, a equipe confirmou sua identidade. No local onde foi detido, também foi encontrada uma bíblia, objeto que ele costumava utilizar durante os crimes. É um indivíduo completamente perturbado”, afirmou o delegado Costa e Silva.
Procedimentos
Marcelo Gustavo responderá por crimes de estupro em concurso material. Isso significa que cada abuso cometido poderá ser julgado separadamente, aumentando a possibilidade de penas acumuladas. A legislação prevê de 6 a 10 anos de prisão por cada crime de estupro, o que pode resultar em décadas de reclusão caso seja condenado.
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