Polícia prende o 2º suspeito de matar delegado em tentativa de assalto
A Polícia Civil diz que também procura um terceiro suspeito do crime.
- Foto: Reprodução
O segundo suspeito de envolvimento na morte do delegado de classe especial Mauro Guimarães Soares em um assalto na manhã do último sábado na Vila Romana, distrito da Lapa, zona oeste de São Paulo, foi preso na tarde de segunda no município de Diadema, região metropolitana de São Paulo. A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem. A polícia diz que também procura um terceiro suspeito do crime.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), todas as circunstâncias referentes ao caso seguem em investigação pela 1° Delegacia de Investigações sobre Roubos e Latrocínios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele será conduzido ao Deic para prestar esclarecimentos.
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O delegado Mauro Guimarães caminhava pela Rua Caio Graco com a mulher, também policial, quando foi abordado pela dupla, que anunciou o assalto. Durante de uma troca de tiros com os ladrões, Soares foi baleado no peito e morreu.
Ainda na segunda-feira, o titular da SSP, Guilherme Derrite, disse que um segundo suspeito havia sido identificado por meio de impressões digitais. “O crime teve a participação de outro indivíduo. Por câmeras de monitoramento, identificamos a motocicleta utilizada por ele. Durante um deslocamento, ele colidiu com um veículo e deixou impressões digitais”, explicou o secretário ao Estadão.
TERCEIRO SUSPEITO
Ainda de acordo com a investigação, um terceiro indivíduo teve a prisão temporária decretada pela Justiça. “Detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial”, disse a pasta. Ele está sendo procurado pela polícia.
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Conforme a SSP, o autor dos disparos que vitimou o policial, identificado como o entregador Enzo Wagner Lima Campos, de 24 anos, também foi ferido no tiroteio permanece internado sob escolta. Ele foi indiciado pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
Campos já havia sido preso em outras ocasiões, quatro delas por roubos com uso de arma de fogo. No ano passado, foi condenado, mas cumpria medida cautelar nas ruas.
A progressão de pena, prevista pela Lei de Execuções Penais, é alvo de críticas do secretário Derrite, que defendeu no Congresso o fim da “saidinha” temporária dos presídios. O projeto foi sancionado com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril. O Poder Judiciário definiu o fim das saidinhas para os presos só após a promulgação da lei.
“O que motivou esse latrocínio foi a impunidade que impera no País. É um indivíduo que já foi preso quatro vezes por roubo. É um crime grave, não é um crime de menor potencial ofensivo. E, mesmo assim, recebeu inúmeros benefícios e medidas cautelares não cumpridas, como a prisão domiciliar”, disse Derrite ao comentar a morte do delegado. “A morte do delegado Mauro mostra que criminoso não cumpre prisão domiciliar.”
Questionado pela reportagem sobre as razões da progressão do regime neste caso específico, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que “não se manifesta sobre questões jurisdicionais”.
“Os magistrados têm independência funcional para decidir de acordo com os documentos dos autos e seu livre convencimento. Essa independência é uma garantia do próprio Estado de Direito”, informou o órgão.

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