Polícia prende suspeito de participar da morte de jovem assassinado por engano após ser confundido por facção em Manaus
O rapaz foi confundido com um ladrão de motocicleta por membros de uma facção criminosa.
- Diogo Ferreira Garcia, 22, conhecido como “DG” – Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – A Polícia Civil prendeu na quarta-feira (4), Diogo Ferreira Garcia, 22, conhecido como “DG”. Ele é suspeito de participar da morte de Alisson Guilherme Araújo Almeida, de apenas 19 anos, vítima de uma sequência de agressões após ser confundido com um ladrão de motocicleta por membros de uma facção criminosa que atua no Centro de Manaus.
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Segundo investigações da Polícia Civil, Alisson havia acabado de sair de um bar com amigos quando tentava ligar sua motocicleta. Sem sucesso, ele empurrava o veículo pela rua quando foi abordado por dois traficantes e um mototaxista. Acreditando se tratar de um roubo, os criminosos iniciaram uma série de agressões contra o jovem, mesmo após ele afirmar que a moto era sua.
Um dos traficantes, identificado como Daniel Salas, golpeou Alisson com coronhadas na cabeça e chutes, causando graves lesões. Em seguida, a motocicleta foi levada pelos criminosos para frente de uma pensão na Rua Lobo D’Almada.
Apesar das agressões, Alisson foi socorrido por amigos e familiares e encaminhado para um SPA para atendimento médico. No entanto, por volta das 3h da madrugada, ele deixou o local sem alta médica e retornou ao Centro em busca da moto.
Ao chegar na pensão, Alisson foi novamente abordado por dois indivíduos, ainda não identificados, que o obrigaram a entrar no local. Imagens de câmeras de segurança flagraram toda a ação. Cerca de 40 minutos depois, o grupo saiu da pensão sem a vítima.
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O corpo de Alisson só foi encontrado três dias depois, em um igarapé no bairro Aparecida. A vítima apresentava diversas marcas de tiros pelo corpo.
As investigações da Polícia Civil revelaram que Alisson não tinha nenhum envolvimento com atividades ilícitas. A motivação do crime foi a confusão com o roubo da moto.
Outros envolvidos no crime, como o taxista e o “Diabo Loiro”, também foram identificados, mas morreram em outras ocasiões durante as investigações. A polícia ainda busca Daniel Alejandro Sales Martinez, o “Piranha”, e outros membros da facção que participaram do homicídio.
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