Polícia prende suspeito de participar de morte de engenheira durante tentativa de assalto
A vítima chegou a pegar uma arma que mantinha em um cofre para confrontar os invasores.
- Foto: reprodução
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite da última segunda-feira um dos suspeitos de participar do crime que resultou no assassinato da engenheira civil Eliane Toniolo, de 63 anos. Na madrugada do dia 18, quarta-feira da semana passada, ela teve sua casa invadida por um grupo de criminosos.
Na ocasião, a vítima chegou a pegar uma arma que mantinha em um cofre para confrontar os invasores, mas acabou sendo baleada e morrendo dentro da sua residência, na Alameda dos Jurupis, em Moema, zona sul da capital.
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Dênis Henrique Fonseca de Souza, de 29 anos, foi detido no bairro do Cambuci, região central de São Paulo. Os policiais chegaram a ele por conta do carro, um veículo modelo Creta, que também teria sido usado no dia do crime. A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem.
De acordo com a polícia, ao notar a presença das viaturas, Souza se trancou dentro de sua casa. Quando soube que os agentes tinham em mãos um pedido de prisão temporária decretada pela Justiça, ele se entregou.
Informações preliminares apontavam que o grupo teria atuado em dois carros, uma Fiorino (clonada) e um Uno, que foram vistos em imagens de monitoramento da vizinhança da Alameda dos Jurupis. Com o avançar das apurações, os investigadores descobriram a participação de um terceiro carro, o do suspeito preso na segunda.
OUTROS QUATRO CRIMINOSOS
A polícia ainda busca outras quatro pessoas que também estariam envolvidas no crime. De acordo com as investigações, os assaltantes teriam entrado na casa de Eliane depois de pular o muro e arrombar tanto o portão da garagem como a porta que dá acesso ao interior da casa.
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A hipótese da polícia é que objetivo dos criminosos seria cometer um roubo, mas acabaram atirando contra a vítima, que morreu no local. A filha da engenheira, que também estava na casa, foi encontrada sem ferimentos, trancada dentro de um cômodo.
Aos policiais, ela disse que as duas acordaram ao ouvir barulhos durante a madrugada. A mãe então pegou a arma da família, guardada em um cofre, para se defender. Ao se deparar com os assaltantes, ela foi atingida por um deles.
As duas estavam de mudança, com muitos objetos da casa já encaixotados. A residência tinha sido vendida para um empreendimento imobiliário, e, para a polícia, os criminosos tinham conhecimento da situação.
“Invadir uma casa de madrugada é uma logística complexa até para o ladrão”, disse ao Estadão o delegado Eduardo Luis Ferreira, do 27° Distrito Policial (Campo Belo), onde o caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de assassinato).
CASO ‘PONTUAL’
“A gente supõe que os criminosos tinham conhecimento prévio sobre a situação. Um mínimo de estudo, algum levantamento prévio, presume-se que eles tinham. Tudo aponta que alguma informação privilegiada eles tinham”, complementou o delegado na ocasião. Ele também negou que exista uma atividade criminosa sistêmica no bairro ou a presença de um grupo organizado com o propósito de invadir casas para cometer roubos. Segundo Ferreira, o latrocínio foi “pontual”.

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