Polícia revela detalhes de como aconteceu a morte do biomédico Arthur Fagner em Manaus; confira
Delegados da DEHS afirmam que o crime foi premeditado por Vinícius Heiringer.
- Foto: Reprodução
Na segunda-feira (26), a Polícia Civil do Amazonas prendeu Vinícius Heiringer dos Santos, de 23 anos, suspeito de envolvimento no assassinato do biomédico Arthur Fagner, em Manaus. De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime teria sido premeditado, com a intenção de roubo, configurando um latrocínio. As revelações foram feitas durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, Vinícius e Arthur mantinham um relacionamento há aproximadamente um mês antes do crime. A investigação aponta que o acusado se aproximou da vítima por interesse. Na noite do crime, ambos estavam em uma casa noturna na Zona Norte de Manaus, acompanhados de um grupo de amigos. No entanto, ao contrário dos demais, Vinícius não ingeriu bebidas alcoólicas naquela noite, um detalhe que chamou a atenção dos investigadores. “Isso demonstra que o crime foi premeditado”, afirmou Cunha.
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Na madrugada do última dia 19 de agosto, após a festa, enquanto o grupo de amigos de Arthur se dirigia para um lanche, Vinícius e a vítima tomaram um caminho diferente. Foi nesse momento que, de acordo com a polícia, o crime ocorreu. O corpo de Arthur Fagner foi encontrado no dia seguinte, com sinais de violência.
Polícia Civil do Amazonas prende principal suspeito da morte de biomédico
Posted by AM POST on Tuesday, August 27, 2024
Motivação financeira e tentativa de roubo
A delegada Marília Campelo, adjunta da DEHS, acrescentou que Vinícius se aproximou da vítima com a intenção de roubar dinheiro por meio de transferências via Pix, utilizando o celular de Arthur. “Pelas nossas investigações, conseguimos concluir que o Vinícius é o mentor intelectual desse crime, além de ter participado da execução. A intenção dele era transferir valores da conta da vítima para a dele”, explicou a delegada. No entanto, Vinícius não conseguiu realizar as transferências após a morte de Arthur, pois teve dificuldades em desbloquear o aparelho telefônico.
A polícia ainda investiga se o suspeito agiu sozinho ou contou com a ajuda de cúmplices. Marília Campelo destacou que a investigação continua em andamento, e a quebra do sigilo bancário será fundamental para confirmar se houve ou não a transferência dos valores pretendidos.
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O que aconteceu naquela noite?
Durante a coletiva de imprensa, os delegados também reconstruíram os últimos momentos de Arthur Fagner. De acordo com os relatos, Vinícius chegou ao primeiro bar onde o grupo de amigos estava por volta das 21h e, naquele momento, teria começado a planejar o crime. Após deixar a casa noturna na Avenida do Turismo, Vinícius deveria ter levado Arthur diretamente para casa, conforme recomendado pelos amigos, uma vez que a vítima estava alcoolizada e o suspeito sóbrio. No entanto, ele desviou o caminho para a estrada da Praia Dourada, onde o assassinato foi cometido.
O corpo de Arthur foi encontrado com marcas de estrangulamento na terça-feira (20) e ferimentos causados por uma arma branca, ainda não identificada. A camisa de Vinícius foi encontrada enrolada no pescoço da vítima, sugerindo que foi utilizada para asfixiá-lo. Após o crime, Vinícius fugiu com a motocicleta de Arthur.
Desdobramentos e investigações em andamento
O caso ainda está em investigação, e a Polícia Civil não descarta a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no crime. “Possivelmente, ele não agiu sozinho, mas isso será esclarecido no decorrer das investigações”, afirmou a delegada Marília Campelo.
A prisão de Vinícius Heiringer dos Santos é um passo importante para elucidar o caso, mas a polícia ainda busca respostas para algumas lacunas na investigação. A confirmação da participação de outras pessoas, bem como a descoberta da arma utilizada no crime, são questões que permanecem em aberto.
Enquanto isso, familiares e amigos de Arthur Fagner aguardam por justiça, enquanto o caso continua a repercutir na comunidade manauara, chocada com a brutalidade do crime e as circunstâncias que levaram à morte do jovem biomédico.
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