Policiais do Bope serão julgados por mortes durante operação que vitimou menina de 11 anos
Durante a ação policial, a menina Maria Cauane foi atingida por um tiro de fuzil.
- (Foto: Divulgação)
Sete anos após a trágica operação policial que resultou nas mortes de Maria Cauane Araújo da Silva, de 11 anos, Gleiton Silva Borges e Edmilson Fernandes da Silva Sales, cinco policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) serão julgados em júri popular no dia 4 de dezembro. O julgamento ocorrerá na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, no Fórum Criminal da Cidade da Justiça.
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Os acusados
Os policiais Antônio de Jesus Batista, Alan Melo Martins, Josemar Barbosa de Farias, Wladimir Soares da Costa e Raimundo de Souza Costa respondem por homicídio e, no caso de dois deles, por lesão corporal contra outras vítimas feridas na operação realizada em maio de 2018 no bairro Preventório, em Rio Branco.
Josemar de Farias, que na época era tenente do Bope, já havia sido condenado em 2021 por integrar organização criminosa, mas segue no quadro da Polícia Militar devido à ausência de trânsito em julgado. Atualmente, ele está na reserva e foi promovido a capitão.
O caso
Durante a ação policial, a menina Maria Cauane foi atingida por um tiro de fuzil. Inicialmente, o comando do Bope afirmou que ela já estava baleada ao ser encontrada pela guarnição, mas um laudo técnico contestou essa versão, apontando que o disparo fatal teria partido da arma de um policial.
Além dela, Gleiton Borges e Edmilson Sales também foram mortos na operação. As famílias das vítimas denunciaram excessos por parte da polícia e pedem justiça desde o ocorrido.
O julgamento
O júri popular será composto por cerca de 47 testemunhas, sendo 29 de acusação e 18 de defesa. Os réus, que aguardam o julgamento em liberdade, foram pronunciados a júri em abril deste ano, após o Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentar as acusações formais.
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