Professor de jiu-jítsu drogava alunos amazonenses com cocaína para estuprá-los
Pelo menos 19 atletas, alguns menores de idade, foram vítimas do suspeito.
- O professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro foi preso e interrogado após ser acusado de abusar sexualmente de 19 alunos ao longo de 15 anos, oferecendo drogas antes dos abusos.
- A investigação da Polícia Civil, deflagrada pela "Operação Armlock", identificou vítimas menores e adultas; os crimes teriam ocorrido em viagens para campeonatos e na casa do treinador.
- Alcenor foi expulso da Federação de Jiu-Jítsu do Amazonas, e as autoridades continuam buscando mais vítimas e testemunhas para fortalecer o caso, enquanto as vítimas já recebem apoio psicológico.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- (Foto: Divulgação)
Na terça-feira (10), o professor de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, foi interrogado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) em Manaus, após ser acusado de abusar sexualmente de 19 de seus alunos. Os abusos teriam ocorrido ao longo de 15 anos, durante viagens para campeonatos e na casa do próprio treinador, onde ele oferecia drogas como cocaína e pedra de crack às vítimas antes de cometer os crimes.
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Durante o depoimento, Alcenor optou por ficar em silêncio, mas a delegada Juliana Tuma, titular da Depca, confirmou que os abusos começaram quando ele oferecia entorpecentes aos atletas e depois os abusava sexualmente. “Nós temos aproximadamente cinco relatos dessa natureza, de que ele consumia drogas com os atletas e depois eram abusados sexualmente”, afirmou a delegada.
O caso ganhou repercussão após a deflagração da “Operação Armlock”, realizada pela Polícia Civil no mês passado, que resultou na prisão do professor durante uma competição de jiu-jítsu em Santa Catarina. Na ocasião, ele estava atuando como treinador de crianças e adolescentes. A operação apurou as denúncias que envolvem tanto menores de idade quanto adultos entre as vítimas.
A Polícia Civil investiga os relatos de abuso sexual, e até o momento, 19 vítimas foram identificadas. Os abusos ocorreram em diversas situações, com o professor se aproveitando da confiança que os alunos tinham nele como treinador e mentor. Alguns dos casos de abuso teriam ocorrido enquanto ele estava em viagens com os atletas para competições.
Após a prisão de Alcenor, a Federação de Jiu-Jítsu do Amazonas também expulso o professor de suas fileiras e pediu a cassação da sua faixa, como forma de repúdio aos crimes cometidos. “Justiça de Deus tarda, mas não falha”, comentou um dos atletas que se disse abusado por Alcenor, expressando alívio pela prisão do treinador.
A Polícia Civil continua com as investigações, e as vítimas têm sido ouvidas, muitas delas já foram atendidas psicologicamente. As autoridades pedem que, caso haja mais vítimas ou testemunhas, se apresentem à Depca para ajudar a fortalecer o caso contra o treinador, que já enfrenta sérias acusações por crimes de abuso sexual.
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