Professor é preso por matar esposa 14 anos após crime
Igor é acusado de executar Mayara com dois tiros após uma discussão entre o casal.

Foto: divulgação
Igor Azevedo Bomfim, professor temporário da rede pública do Distrito Federal, foi preso na última sexta-feira (15/11), acusado de matar a esposa, Mayara de Souza Lisboa, em 2010, na Bahia. O crime, que chocou a família da vítima e a comunidade local, ocorreu há 14 anos, mas só recentemente Igor foi encontrado e teve o mandado de prisão expedido pela Justiça, após o processo transitar em julgado.
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De acordo com o processo no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Igor é acusado de executar Mayara com dois tiros após uma discussão entre o casal. O crime ocorreu em 2 de novembro de 2010, quando Mayara, então com 22 anos, pediu a um amigo que ficasse em sua casa enquanto ela tomava banho. Durante esse momento, Igor, que estava em desacordo com a esposa, saltou o muro dos fundos da casa e conseguiu alcançar a vítima no banheiro. Foi lá que ele disparou contra Mayara, matando-a no local.
O caso de homicídio gerou grande repercussão na época e, em 2012, Igor foi formalmente acusado e se tornou réu. No julgamento inicial, o professor foi absolvido, mas a família de Mayara não aceitou a decisão e recorreu à Justiça. Em resposta, o Tribunal de Justiça da Bahia determinou que o julgamento fosse refeito, e, em novo tribunal do júri, Igor foi condenado a 10 anos, 10 meses e 18 dias de prisão, em regime fechado.
Apesar da condenação, Igor permaneceu em liberdade enquanto aguardava o resultado dos recursos de sua defesa. O caso teve uma longa trajetória judicial, mas, em novembro de 2023, após o processo transitar em julgado — ou seja, não haver mais possibilidade de apelações —, a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão contra o acusado. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para cumprir a ordem e encontrou Igor no Guará I, região administrativa do DF.
A prisão de Igor Azevedo Bomfim ocorreu no momento em que ele já estava atuando como professor temporário na rede pública de ensino do Distrito Federal, desde 2022. A informação de que o suspeito estava dando aulas na capital federal gerou surpresa entre os colegas e alunos, que desconheciam o passado criminal do docente. Agora, com a execução da prisão, ele deverá cumprir a pena em regime fechado, conforme determinado pela Justiça.
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