Professora nota comportamento atípico de aluna e ajuda a desvendar estupro em Parintins
Investigação iniciada em 2022 resultou na prisão de um homem de 41 anos; crime de estupro de vulnerável ocorreu durante o Natal de 2021

FOTO: Divulgação/PC-AM
Resumo
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu em Parintins um homem de 41 anos condenado por estupro de vulnerável contra uma adolescente que hoje tem 16 anos. O crime ocorreu no Natal de 2021, quando a vítima tinha 11 anos, e foi descoberto graças a uma professora que notou mudanças atípicas no comportamento da aluna na escola. O agressor era vizinho da vítima e monitorava sua rotina a caminho do colégio. Embora tenha negado o crime nas investigações iniciadas em 2022, o homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e se entregou à delegacia nesta semana.
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Notícias de Polícia – A atuação atenta de uma profissional da educação foi o fator determinante para romper o silêncio de uma grave violência infantojuvenil no interior do Amazonas. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio de uma ação da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Parintins, efetuou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 41 anos pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra uma adolescente, atualmente com 16 anos.
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Monitoramento da rotina escolar e o crime
De acordo com as informações fornecidas pela delegada Marna de Miranda, titular da unidade especializada, o infrator utilizava-se da proximidade geográfica para planejar o crime. O homem residia nas adjacências da casa da vítima e aproveitava os momentos em que a jovem transitava pela via pública para ir ao colégio para mapear detalhadamente os seus horários, trajetos e hábitos diários.
As apurações policiais apontaram que, munido dessas informações sobre a rotina da vítima, o suspeito conseguiu consumar os atos abusivos. O crime foi praticado especificamente durante as festividades do Natal de 2021, período em que a vítima tinha apenas 11 anos de idade.
O alerta na escola e o início do inquérito
O caso permaneceu oculto até o início do ano letivo de 2022, quando uma das professoras da escola onde a vítima estudava passou a observar uma severa e atípica mudança no comportamento e no rendimento da menina em sala de aula. Suspeitando de que a estudante enfrentava algum tipo de trauma doméstico ou pessoal, a educadora convocou os pais da aluna para uma reunião pedagógica de urgência. Durante o encontro de acolhimento, a criança sentiu-se segura para revelar os abusos sofridos no ano anterior.
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Com o relato formalizado, a Delegacia de Parintins instaurou o inquérito policial ainda em 2022. Na fase de oitivas, o investigado chegou a ser intimado e interrogado pelas autoridades, oportunidade na qual negou veementemente a autoria do crime. Apesar da negativa de depoimento, a equipe técnica da DEP reuniu um conjunto de provas materiais e testemunhais da época que corroboraram a denúncia da menor.
Prisão preventiva decretada
O relatório final do procedimento policial foi encaminhado ao Poder Judiciário. Após anos de tramitação processual e análise do arcabouço probatório anexado aos autos, o magistrado responsável pelo caso compreendeu que o acusado oferecia riscos e não preenchia mais os requisitos legais para responder ao processo em liberdade, emitindo a ordem de prisão preventiva.
“O procedimento foi encaminhado para a Justiça, que anos depois entendeu que ele não poderia mais responder por esse processo em liberdade e emitiu o mandado de prisão preventiva que foi cumprido após ele se entregar na delegacia especializada”, explicou a delegada Marna de Miranda.
O capturado foi indiciado formalmente com base no Artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável). Ele foi submetido aos exames de corpo de delito e passará por uma audiência de custódia, permanecendo recolhido em uma unidade prisional do município à disposição definitiva da Justiça do Amazonas.
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