Réu no caso Flávio, Mayc Parede vai a júri popular acusado de matar amigo PM dentro de carro em Manaus
Justiça mantém prisão de réu por homicídio em carro de aplicativo; histórico inclui acusação em caso que chocou o Amazonas em 2019.
- Elizeu da Paz de Souza (à esquerda) e Mayc Vinícius Teixeira Parede (à direita) – Foto: reprodução
Resumo
Mayc Vinícius Teixeira Parede, vai a júri popular acusado de matar Elizeu da Paz de Souza em 2024. O réu teve a prisão mantida e o caso reacende detalhes do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrido em 2019 em um condomínio de luxo em Manaus, onde ambos são réus.
Notícias policiais – A Justiça do Amazonas vai submeter o ex-lutador de MMA Mayc Vinícius Teixeira Parede a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte de Elizeu da Paz de Souza, dentro de um carro em novembro de 2024, em Manaus. A decisão, assinada pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, também manteve a prisão preventiva do acusado, com base na gravidade do crime e no descumprimento de medidas judiciais anteriores.
Crime dentro de carro por aplicativo
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu na madrugada de 5 de novembro de 2024, no conjunto Santos Dumont, na Zona Centro-Oeste de Manaus. A vítima foi atingida por um disparo na cabeça enquanto estava dentro de um veículo de aplicativo.
Mesmo sendo socorrido, Elizeu não resistiu aos ferimentos. O caso chamou atenção pela dinâmica do crime e pela relação próxima entre vítima e acusado.
Relação de confiança virou motivação
As investigações apontam que Elizeu e Mayc mantinham uma relação de amizade considerada próxima, sendo descritos por testemunhas como “irmãos”. Segundo relatos, a vítima confiava tanto no acusado que costumava entregar sua arma de fogo a ele quando consumia bebidas alcoólicas.
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Para a acusação, essa relação foi usada de forma estratégica. O crime teria ocorrido de maneira inesperada, aproveitando-se da confiança da vítima e da posição em que ela se encontrava no veículo.
Vale lembrar que dois homens são acusados de envolvimento na morte do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrida em setembro de 2019.
Testemunhas e provas reforçam acusação
O motorista do carro por aplicativo relatou que ouviu um disparo e, ao olhar para trás, viu a vítima ferida e o passageiro do banco traseiro fugindo rapidamente.
Imagens de câmeras de segurança também foram fundamentais para a investigação. Elas mostram a vítima ao lado do acusado momentos antes do crime, em um posto de combustíveis, o que ajudou na identificação de Mayc como o principal suspeito.
Com base nesses elementos, o juiz entendeu que há indícios suficientes de autoria para levar o caso ao Tribunal do Júri.
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Qualificadora mantida
Na decisão, o magistrado manteve a qualificadora de homicídio cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o entendimento judicial, o ataque ocorreu de forma sorrateira, sem possibilidade de reação.
A posição da vítima no banco dianteiro do veículo e a relação de confiança com o acusado foram consideradas fatores que contribuíram para a execução do crime.
Prisão preventiva foi mantida
A defesa do acusado pediu liberdade, alegando ausência de provas diretas. No entanto, o juiz negou o pedido.
Um dos pontos destacados foi o fato de Mayc já responder a outro processo por homicídio, no qual a própria vítima, Elizeu, figurava como corréu. Além disso, ele estava sob medidas cautelares — como recolhimento domiciliar noturno — quando o novo crime ocorreu.
Para o magistrado, esses elementos indicam risco à ordem pública e justificam a manutenção da prisão.
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O que significa a decisão de pronúncia
A decisão que levou o caso ao júri é chamada de pronúncia, prevista no Código de Processo Penal. Ela ocorre quando o juiz entende que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria.
Nessa fase, não há condenação, mas sim o envio do caso para julgamento por jurados, que irão decidir se o acusado é culpado ou inocente.
Caso relembra morte de Flávio Rodrigues
O processo também traz à tona um dos crimes mais emblemáticos recentes de Manaus: o assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues ocorrido no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa realizada na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da ex-primeira-dama Elizabeth Valeiko e enteado do ex-prefeito de Manaus Arthur Virgilio Neto.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas, os envolvidos estavam consumindo bebidas alcoólicas e drogas quando uma discussão teve início. Durante o conflito, Flávio foi esfaqueado e morreu ainda no local, dentro de um condomínio de alto padrão na capital.
Na época, cinco pessoas foram indiciadas. Entre elas estavam Mayc Vinícius e o próprio Elizeu da Paz de Souza — agora vítima no caso mais recente.
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De acordo com a polícia, Mayc foi apontado como o autor das facadas que mataram o engenheiro e chegou a confessar o crime. Já Elizeu teria atuado como motorista, responsável por transportar o corpo do condomínio até um terreno no bairro Tarumã, zona oeste.
Ambos foram encaminhados a júri popular, mas respondiam ao processo em liberdade e eram os únicos que ainda permaneciam como réus no caso.
Em 2021, a Justiça do Amazonas decidiu absolver Paola Valeiko Molina, também filha de Elizabeth Valeiko , e Evandro Martins de Souza. Na mesma decisão, Alejandro Molina Valeiko foi impronunciado, ou seja, retirado do processo por falta de provas suficientes para levá-lo a julgamento.
Com isso, o caso seguiu apenas contra Mayc e Elizeu, mantendo a atenção pública sobre o desfecho do crime.
Próximos passos
Com a decisão, o processo da morte de Elizeu segue agora para o Tribunal do Júri, onde testemunhas serão novamente ouvidas e as provas analisadas pelos jurados.
A defesa ainda pode recorrer da decisão de pronúncia, mas, até o momento, o acusado permanece preso aguardando julgamento.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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