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Saiba como agiotas movimentaram R$ 24 milhões com esquema de terror em Manaus

Grupo criminoso cobrava juros abusivos e usava ameaças, sequestros e violência extrema contra vítimas no Amazonas.

Por Natan AMPOST

20/05/2026 às 16:18 - Atualizado em 05/06/2026 às 20:35

Resumo 


A Polícia Civil do Amazonas prendeu 20 investigados durante a operação “Covil do Mamon”, que desarticulou um esquema milionário de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, vítimas chegavam a transformar empréstimos de R$ 150 em dívidas superiores a R$ 45 mil sob ameaças, tortura e violência.

Notícias policiais – A operação “Covil do Mamon”, deflagrada pelas Forças de Segurança do Amazonas nesta quarta-feira (20), revelou um esquema milionário de agiotagem e extorsão marcado por violência extrema, tortura e lavagem de dinheiro. Ao todo, 20 investigados foram presos pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), incluindo dois policiais militares capturados em Santa Catarina.

Segundo as investigações, as organizações criminosas movimentaram cerca de R$ 24 milhões por meio de empréstimos ilegais com juros abusivos e cobranças violentas. O esquema criminoso também é investigado por homicídios consumados e tentados, sequestros, cárcere privado e lavagem de dinheiro interestadual.

Além das prisões, a operação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, sequestrou 42 veículos e sete imóveis, além de bloquear contas bancárias e suspender as atividades de sete empresas ligadas aos investigados.

Esquema transformava pequenas dívidas em valores milionários

As investigações conduzidas pelo 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP) apontaram que o grupo atuava oferecendo empréstimos rápidos a vítimas em situação de vulnerabilidade financeira. Porém, os juros cobrados eram considerados extorsivos.

Segundo o delegado Fernando Bezerra, responsável pela investigação, pequenas quantias emprestadas evoluíam para dívidas impagáveis em pouco tempo.

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Temos casos de R$ 150 emprestados que se tornaram R$ 45 mil de dívida. Temos casos que a dívida progrediu em uma progressão que não se justifica para mais de R$ 400 mil”, afirmou.

De acordo com a polícia, quando as vítimas atrasavam os pagamentos, entrava em ação um sistema organizado de cobranças violentas.

As vítimas eram submetidas a:

  • Ameaças constantes;
  • Extorsão;
  • Lesão corporal;
  • Tortura;
  • Sequestro;
  • Cárcere privado;
  • Homicídios relacionados às cobranças.

O delegado destacou que os criminosos utilizavam o medo como ferramenta principal para manter o esquema funcionando.

“É uma forma extremamente inescrupulosa de cobranças através de lesão corporal, ameaças acintosas. Temos catalogados homicídios derivados desses atos de cobrança”, disse Fernando Bezerra.

Leia mais: Delegado diz que espadas demoníacas apreendidas na operação Covil do Mamon  eram “fetiche” de líder criminoso em Manaus

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Polícia identificou toda a estrutura da organização

Segundo a Polícia Civil, a investigação conseguiu mapear toda a cadeia operacional das organizações criminosas.

De acordo com Fernando Bezerra, foram identificados os responsáveis pelo comando financeiro, logística, cobrança e execução das ações violentas.

“A investigação foi exitosa porque conseguiu identificar toda a cadeia criminosa e todos os responsáveis por cada etapa”, afirmou.

A operação alcançou:

  • Núcleo diretivo;
  • Núcleo operacional;
  • Núcleo financeiro;
  • Núcleo logístico;
  • Cobradores;
  • Responsáveis pelo fornecimento de armas e veículos.

Ainda segundo o delegado, as prisões atingiram tanto líderes quanto integrantes que executavam diretamente as cobranças violentas.

Lavagem de dinheiro alcançava outros estados

As investigações apontaram que o esquema de lavagem de dinheiro ultrapassava o Amazonas e mantinha conexões em outros estados brasileiros.

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Segundo a PC-AM, foram identificadas movimentações financeiras ligadas à Paraíba, Roraima e Santa Catarina.

Foi justamente em Santa Catarina que dois policiais militares do Amazonas foram presos durante a operação desta quarta-feira.

Dos 20 presos, sete foram capturados em Manaus e outros 13 fora do estado.

Armas, espadas e equipamentos foram apreendidos

Durante a ofensiva policial, os agentes apreenderam diversos materiais utilizados pelas organizações criminosas.

Entre os itens recolhidos estão:

  • Armas de fogo;
  • Espadas;
  • Computadores;
  • Celulares;
  • Mídias digitais;
  • Documentos.

As espadas apreendidas chamaram atenção da polícia e da imprensa pelos detalhes considerados macabros, incluindo símbolos demoníacos e cabeças de cabra ornamentadas nos cabos.

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Segundo o delegado Fernando Bezerra, o material ainda será analisado para identificar possíveis novos envolvidos.

“Nós temos consciência de que a investigação não para por aí e vem a segunda fase”, afirmou.

PM diz que não compactua com corrupção

O diretor de comunicação da Polícia Militar do Amazonas, major Andrey Oliveira, afirmou que os policiais militares presos já estavam afastados das funções e respondiam a processos anteriores.

Segundo ele, a corporação não compactua com práticas criminosas envolvendo agentes de segurança pública.

“Reafirmamos que a Polícia Militar do Amazonas não compactua com esses casos de corrupção policial”, declarou.

O major informou que a instituição aguarda o avanço das investigações da Polícia Civil para adotar novas medidas administrativas, incluindo possível exclusão dos envolvidos.

Enquanto isso, a operação “Covil do Mamon” segue em andamento e novas fases da investigação não estão descartadas pelas autoridades.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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