Traficante mandou matar ‘Chefinho Cell’ após descobrir caso do empresário com sua mulher em Manaus, diz polícia
Suspeitos são ligados a facção e têm histórico violento; Motivação do crime pode estar relacionada a ciúmes e tráfico de drogas.
Notícias policiais – Um caso extraconjugal teria sido o motivo para o assassinato do empresário Rodrigo Silva dos Reis, conhecido como “Chefinho Cell”, morto a tiros no dia 20 de junho deste ano, dentro de sua loja de assistência técnica localizada na Galeria Manoa, na avenida Francisco de Queiroz, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. A Polícia Civil revelou, nesta sexta-feira (19), que o crime foi encomendado por um traficante que descobriu o envolvimento da vítima com sua companheira.
A informação foi divulgada pelo delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), durante coletiva de imprensa. “Descobrimos que havia um mandante por trás desse homicídio. Trata-se de um traficante que havia encomendado o crime em razão de uma suposta infidelidade amorosa da companheira com a vítima”, afirmou.
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Prisões dos executores
Dois homens foram presos na quinta-feira (18), apontados como executores da ordem criminosa. João Lucas Pimenta de Jesus, de 24 anos, conhecido como “Lukinha”, foi identificado como o autor dos disparos, enquanto Yago dos Santos Matos, de 28 anos, atuou como piloto da motocicleta utilizada na fuga.
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Segundo as investigações, a dupla foi contratada para matar o empresário. Yago recebeu R$ 500 pela participação, enquanto João Lucas aceitou cometer o homicídio como forma de quitar uma dívida de R$ 2 mil com o tráfico de drogas.
Como ocorreu o crime
De acordo com o delegado, no dia do assassinato, os dois chegaram de motocicleta e passaram a observar a movimentação da loja de Rodrigo. João Lucas entrou no estabelecimento e disparou diversas vezes contra o empresário, que ainda chegou a ser socorrido e levado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
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Enquanto isso, Yago aguardava em uma rua próxima para garantir a fuga rápida. Após a execução, João Lucas correu até a motocicleta e os dois deixaram o local.
“Eles não conheciam e não tinham qualquer relação com a vítima. O Yago que era o piloto de fuga foi quem mostrou para o Lukinha quem devia ser morto. Eles já haviam passado de moto num primeiro momento, identificaram a vítima, depois retornaram e executaram o crime”, relatou.
Continuidade das investigações
O delegado Adanor Porto destacou que a prisão dos executores representa um passo importante, mas as apurações não terminaram. “As investigações vão continuar para tentarmos identificar o mandante desse crime e solucionar de forma integral esse caso”, afirmou.
João Lucas e Yago foram indiciados por homicídio qualificado e estão à disposição da Justiça do Amazonas. O traficante suspeito de encomendar a morte e a mulher dele ainda não foram identificados pela polícia.
“Tanto o Yago quanto o ‘Lukinha’ ostentam um histórico criminoso. Ambos são ligados a uma facção criminosa que atua na cidade de Manaus. Eles tem diversas passagens por roubo e tráfico de drogas e atuam já a bastante tempo no mundo do crime”, contou o delegado.
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