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Trio preso com R$ 2,5 milhões em shopping de Manaus responderá em liberdade

As investigações da PF indicam que um dos presos teria ligação com uma empresa criada em 2024.

Por Jonas Souza

06/12/2025 às 18:33

Notícias de Polícia – Os três homens detidos pela Polícia Federal após serem flagrados com R$ 2,5 milhões em espécie dentro de uma mala, em um shopping na Zona Leste de Manaus, foram liberados para responder ao processo em liberdade. A decisão foi tomada pela Justiça Federal após audiência de custódia realizada na sexta-feira (5).

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A prisão ocorreu na quinta-feira (4), quando Marcos Aurélio Santos da Cruz, Ruan Lima Silva e o cabo da Polícia Militar Rayron Costa Bezerra foram abordados por agentes federais logo após realizarem o saque milionário em uma agência bancária localizada no interior do shopping.

A decisão da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, que embasou a liberação dos três investigados, aponta distinções claras na participação de cada um deles na movimentação financeira considerada suspeita.

A atuação do cabo Rayron Costa Bezerra

No caso do policial militar Rayron Costa Bezerra, a Justiça entendeu que sua função se restringiu ao transporte e segurança do valor retirado, sem envolvimento direto na operação de saque. Por esse motivo, ele foi liberado sem necessidade de pagamento de fiança, devendo apenas cumprir obrigações como o comparecimento a todos os atos processuais.

Rayron, que pertence à Casa Militar, foi imediatamente afastado das funções operacionais, teve sua arma funcional recolhida e acabou exonerado do posto de motorista no Governo do Amazonas. Um procedimento administrativo disciplinar também foi instaurado pela Polícia Militar.

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Suspeita de participação direta no saque

Para a magistrada, Ruan Lima Silva e Marcos Aurélio Santos da Cruz tiveram participação efetiva na retirada dos R$ 2,5 milhões, supostamente vinculados a uma empresa sob suspeita de ser usada como fachada. Com isso, ambos foram liberados mediante medidas cautelares, entre elas o pagamento de fiança — R$ 15.180 para Ruan e R$ 7.590 para Marcos.

Os dois ainda devem se apresentar mensalmente à Justiça, manter endereço e contatos atualizados, e estão proibidos de deixar Manaus, exceto Ruan, que poderá se deslocar até Manacapuru para visitar a namorada, conforme autorização concedida pela juíza.

Empresa de fachada é alvo de investigação

As investigações da PF indicam que um dos presos teria ligação com uma empresa criada em 2024, registrada como comércio varejista de papelaria, com capital social declarado de R$ 10 mil. A atividade comercial, porém, funcionaria no mesmo endereço de uma grande rede de colchões do estado, o que levantou suspeitas sobre a real finalidade do negócio.

Os investigadores apuram indícios de lavagem de dinheiro e possível atuação em esquema de corrupção. A PF já solicitou a quebra de sigilo dos celulares apreendidos, pedido que será analisado pelo Ministério Público Federal.

O grupo foi monitorado pelos agentes federais desde o momento do saque. Ao deixarem a agência bancária com a mala contendo o dinheiro, foram surpreendidos pela equipe da PF dentro do shopping. O fato de um policial da Casa Militar transportar a quantia chamou a atenção dos investigadores, o que reforçou a suspeita de que o esquema poderia envolver servidores públicos.

Os três homens foram conduzidos à Superintendência da PF, onde prestaram depoimento. A juíza responsável pelo caso observou que ainda não há elementos suficientes para descartar dolo ou atipicidade, e que qualquer descumprimento das medidas cautelares poderá resultar em prisão preventiva.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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