Veja detalhes das espadas com símbolos macabros apreendidas durante operação contra grupos de agiotagem em Manaus
Objetos apreendidos na operação “Covil do Mamon” exibiam detalhes sombrios e viraram destaque durante coletiva da Polícia Civil.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Resumo
Espadas com símbolos macabros e uma cabeça de cabra demoníaca no cabo foram apreendidas durante a operação “Covil do Mamon”, em Manaus. Segundo a Polícia Civil, os objetos pertenciam ao líder de uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão, tortura e lavagem de dinheiro no Amazonas.
Notícias policiais – Espadas ornamentadas com símbolos obscuros, lâminas estilizadas e detalhes que remetem a figuras demoníacas roubaram a cena durante a megaoperação “Covil do Mamon”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (20), em Manaus. Os objetos foram apreendidos pela Polícia Civil do Amazonas durante o cumprimento de mandados ligados a uma organização criminosa investigada por agiotagem, lavagem de dinheiro, extorsão e crimes violentos.
As armas brancas foram exibidas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa. Uma das espadas possui no cabo a imagem de uma cabeça de cabra demoníaca com chifres curvados e traços sombrios, além de detalhes metálicos semelhantes a símbolos medievais.
Segundo o delegado Fernando Bezerra, do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), os objetos tinham ligação direta com um dos chefes do grupo criminoso investigado.
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“Essas espadas fazem parte de um fetiche do líder de uma dessas organizações criminosas”, afirmou o delegado durante a coletiva.
Visual sombrio chamou atenção durante coletiva
As imagens das espadas rapidamente passaram a circular nas redes sociais após serem filmadas por cinegrafistas e fotógrafos durante a coletiva de imprensa. O visual das peças impressionou pela aparência agressiva e teatral.
Uma das armas possui guarda metálica com formato pontiagudo e detalhes que lembram criaturas infernais. Já outra espada exibe uma lâsciva combinação de couro vermelho, gravações ornamentais e um enorme cabo decorado com caveiras e figuras animalescas.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Além da estética incomum, investigadores não descartam que os objetos fossem utilizados como instrumentos de intimidação psicológica contra vítimas do esquema criminoso.
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As investigações apontam que integrantes da organização utilizavam ameaças constantes, violência física e perseguições para cobrar dívidas relacionadas a empréstimos ilegais feitos com juros abusivos.
Operação mira esquema milionário no Amazonas
A operação “Covil do Mamon” investiga grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 24 milhões por meio de empréstimos clandestinos, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Segundo a Polícia Civil, os criminosos atuavam oferecendo dinheiro fácil a vítimas em dificuldades financeiras. Quando os pagamentos atrasavam, começavam as cobranças violentas, que incluíam ameaças, agressões físicas e até cárcere privado.
Entre os crimes investigados estão:
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- Extorsão;
- Tortura;
- Sequestro;
- Cárcere privado;
- Lavagem de dinheiro;
- Homicídios consumados e tentados.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão.
Além das prisões, a operação determinou:
- Sequestro de 42 veículos;
- Bloqueio de contas bancárias;
- Apreensão de sete imóveis;
- Suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.
Nome da operação faz referência bíblica
O nome “Covil do Mamon” também chamou atenção por carregar uma referência simbólica. A palavra “Mamon” é tradicionalmente associada à ganância e à idolatria do dinheiro em textos religiosos antigos.
Nos bastidores da investigação, policiais avaliam que o nome da operação representa justamente o foco do grupo criminoso: o lucro obtido por meio de ameaças, violência e exploração financeira de vítimas vulneráveis.
A presença das espadas com aparência sombria reforçou ainda mais a atmosfera que cercou a ofensiva policial desta quarta-feira.
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Investigação aponta estrutura organizada de violência
De acordo com os investigadores, o grupo teria criado uma verdadeira estrutura de cobrança clandestina no Amazonas. As vítimas eram monitoradas constantemente e pressionadas a quitar os débitos sob ameaças de violência.
As diligências revelaram que parte dos suspeitos agia com divisão de funções, envolvendo cobradores, intermediários financeiros e responsáveis pela ocultação de bens adquiridos com dinheiro ilícito.
A Polícia Civil também apura se alguns dos investigados mantinham ligação com outros crimes violentos registrados recentemente no estado.
Enquanto isso, as espadas apreendidas seguem catalogadas entre os materiais recolhidos durante a operação. Apesar do aspecto cenográfico, os objetos causaram impacto entre os presentes pela simbologia agressiva e pelo contexto em que foram encontrados: uma investigação marcada por denúncias de medo, intimidação e violência extrema.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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