Vice-presidente do PT-DF, Wilmar Lacerda, é preso por violência sexual contra adolescentes
A prisão foi realizada em Brasília.
- Foto: Arquivo/Agência Senado
O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal, Wilmar Lacerda, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (24) sob suspeita de violência sexual contra duas adolescentes, de 13 e 17 anos. A prisão foi realizada em Brasília, e o político foi conduzido à carceragem da Polícia Civil.
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A detenção de Lacerda foi determinada pela Vara Criminal da região do Itapoã, em resposta a investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A operação para cumprir o mandado de prisão preventiva ocorreu na entrequadra (EQS) 204/205, na Asa Sul, onde três policiais interceptaram o político. Durante a ação, o celular de Lacerda foi apreendido para investigações complementares.
Wilmar Lacerda é uma figura conhecida na política do Distrito Federal. Em sua trajetória, ocupou o cargo de chefe de gabinete da liderança do PT no Senado e também foi suplente do ex-senador Cristovam Buarque. Em 2017, o político esteve envolvido em outra investigação relacionada ao favorecimento da prostituição de menores. Na ocasião, Lacerda foi acusado de manter relações com uma jovem de 17 anos em troca de lanches. O caso foi amplamente repercutido, e, devido à denúncia, Cristovam Buarque suspendeu seu licenciamento no Senado, evitando que Lacerda assumisse a função de senador.
A prisão do vice-presidente do PT-DF lança uma nova luz sobre seu histórico de acusações envolvendo menores, trazendo à tona questões delicadas e potencialmente devastadoras para sua carreira política. O Partido dos Trabalhadores, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a situação coloca o partido em uma posição complicada em um período já marcado por discussões políticas acirradas no país.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente informou que o processo de investigação se aprofundará nos próximos dias, analisando o conteúdo apreendido no celular de Lacerda, com o intuito de obter provas adicionais. Enquanto isso, ele permanece sob custódia, aguardando novos desdobramentos do processo judicial.
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