Acusado de tentar golpe no Peru, Pedro Castillo é aliado de Lula e foi convidado para sua posse em janeiro
O controverso peruano, que se notabilizou nas eleições do país andino no ano passado por posições de extrema-esquerda.
Redação AM POST
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Acusado de promover um golpe de Estado após dissolver o Congresso do Peru e decretar um “governo de exceção” nesta quarta-feira (7), o líder peruano Pedro Castillo relatou no mês passado ter sido convidado diretamente por Lula para a posse do presidente eleito, em Brasília.
Ao vencer as eleições em 30 de outubro, Lula recebeu o apoio do ex-presidente do Peru. Na ocasião, em seu Twitter ele declarou: “votos de felicidades pelo propósito de fortalecer a democracia, a economia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.
Como parte de esta conversación, agradezco la invitación personal que me extendió para asistir a la ceremonia de asunción de mando. (3/3)
— Pedro Castillo Terrones (@PedroCastilloTe) November 8, 2022
O mesmo gestou partiu de Lula quando Castillo venceu as eleições presidenciais em junho de 2021. O controverso peruano, que se notabilizou nas eleições do país andino no ano passado por posições de extrema-esquerda atreladas a teses ultraconservadoras no campo dos costumes, anunciou a dissolução do Parlamento em um pronunciamento nacional e decretou toque de recolher.
“Saudamos o povo peruano por escolher para presidente o defensor de um projeto anti-neoliberal e popular, uma visão política de esquerda e progressista, para mudar os rumos do país e colocar as necessidades das pessoas acima das demandas do mercado. Como um partido que já demonstrou que é possível combater a fome e a miséria, dar mais educação e saúde para seu povo, construir moradias dignas, lutar pela democracia e a justiça social, mantendo ao mesmo tempo o crescimento econômico, o PT expressa seu apoio ao futuro governo de Pedro Castillo e deseja sucesso em seu caminho para o crescimento social e econômico igualitário e democrático do Peru”, disse Lula em comunicado em apoio a Castillo no ano passado.
Castillo foi preso horas depois de tentar dissolver o Parlamento e declarar estado de excelência. O Congresso ignorou a ordem do então presidente por consideração um “ato inconstitucional” e uma tentativa de autogolpe.
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