Alexandre de Moraes interrompe julgamento que pode anular mandato de deputados federais
A ação questiona mudanças no Código Eleitoral, aprovadas em 2021, que alteraram as regras de distribuição das sobras eleitorais.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
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O ministro Alexandre de Moraes interrompeu na sexta-feira, 7, uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o cálculo da última fase das chamadas sobras eleitorais para preencher vagas no Legislativo, o que resultou na interrupção do julgamento que pode afetar os mandatos dos deputados federais Sílvia Waiãpi (PL-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Dr. Pupio (MDB-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lebrão (União-RO) e Lázaro Botelho (PP-TO).
A ação em questão, movidas pelos partido Rede Sustentabilidade, Podemos, PSB e Progressistas, questionam mudanças no Código Eleitoral, aprovadas em 2021, que alteraram as regras de distribuição das sobras eleitorais, além de trecho de uma resolução do TSE sobre o mesmo tema.
O magistrado pediu vista, que é mais tempo para analisar o processo. Com a solicitação, ele tem até 90 dias para devolver o caso que os magistrados tinham começado a analisar à meia-noite desta sexta em plenário virtual, e estava com data de térmico prevista para dia 17 de abril, caso ele não faça isso, os processos vão ser automaticamente pautados.
Mesmo com o pedido de vista, os ministros que quiserem podem depositar seus votos. Até o momento, apenas Ricardo Lewandowski, que se aposenta em quatro dias, em 11 de abril, tinha votado. Esse deve ser o último julgamento que ele irá participar. O relator votou de forma favorável a derrubada de barreiras na distribuição das sobras eleitorais, alegando que “não se mostra compatível com a letra e o espírito do texto constitucional, pois dessa fase deveriam participar todas as agremiações que obtiveram votos no pleito”. Para ele, todos os partidos e candidatos deve participar da distribuição das vagas remanescentes.
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