Alexandre de Moraes revoga prisão domiciliar de idosas envolvidas nos atos de 8 de janeiro
Descumprimento de regras do monitoramento eletrônico motivou retorno de uma detida à prisão; ambas têm mais de 70 anos e problemas de saúde.

Foto: Reprodução
Notícias de Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão domiciliar de duas mulheres com mais de 70 anos que respondem por participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Ambas apresentavam comorbidades e realizavam tratamento médico fora do sistema prisional.
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Na segunda-feira (14), Vildete Ferreira da Silva Guardia, 74 anos, foi reconduzida à Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. Dois dias depois, uma nova ordem de prisão foi expedida contra Iraci Megumi Nagoshi, 72 anos, que até a publicação desta reportagem ainda não havia sido detida.
Segundo as decisões do ministro, as duas teriam descumprido as regras relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica, com registros de falhas no sinal e saídas não autorizadas da área de monitoramento. As defesas afirmam que os deslocamentos ocorreram por motivos médicos e estavam devidamente autorizados pela Justiça.
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Iraci Megumi Nagoshi foi condenada a 14 anos de prisão, em fevereiro de 2024, mesmo sem provas que a ligassem diretamente aos atos de vandalismo durante as manifestações. Em junho de 2024, após fraturar o fêmur, sua prisão preventiva foi substituída por prisão domiciliar, sob condições rigorosas: uso da tornozeleira eletrônica, envio de relatórios semanais de monitoramento e restrições severas quanto ao contato com outros investigados, uso de redes sociais e visitas.
Desde então, Iraci realizava sessões de fisioterapia e consultas médicas na rede pública de saúde de São Caetano do Sul (SP). Contudo, a nova decisão do ministro Moraes apontou registros de violações da área monitorada, falhas no GPS e bateria descarregada entre os meses de abril e julho de 2025.
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