Alexandre Frota é chamado de ‘jagunço de ditador’ após ser citado em mensagens de auxiliares de Moraes
As críticas aconteceram após divulgação de mensagens entre assessores do ministro do STF.

Alexandre Frota é chamado de ‘jagunço de ditador’ após ser citado em mensagens de auxiliares de Moraes-Foto: Igo Estrela/Reprodução
O deputado federal Alexandre Frota teve seu nome citado em mensagens de um assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme revelado pela Folha de S.Paulo. Em uma das mensagens, o chefe de gabinete de Moraes, o juiz Airton Vieira, menciona um pedido de Frota para bloquear perfis do cantor gospel Davi Sacer nas redes sociais. Em resposta, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, reagiram com ironias e críticas nas redes sociais.
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Flávio Bolsonaro, em uma publicação, compartilhou um trecho das mensagens divulgadas, acompanhado da frase “Jagunço do Ditador?!”. Já Eduardo Bolsonaro foi mais incisivo ao afirmar que “o mais alto nível do Judiciário cumpria ordens do Frota”, questionando quem iria defender o deputado agora.
Alexandre Frota, ex-bolsonarista, foi citado por Vieira em uma conversa com Eduardo Tagliaferro, que na época também era assessor de Moraes. Nas mensagens, Tagliaferro alertou Vieira sobre o risco de bloquear as contas de Davi Sacer, destacando que o cantor é uma figura influente entre católicos e evangélicos. Apesar do alerta, Vieira afirmou que o pedido havia partido diretamente de Moraes e que o deputado Frota havia reforçado a solicitação, indicando que seria necessário seguir em frente com a medida.
Além disso, o termo “jagunço” foi empregado por outro assessor de Moraes, o juiz auxiliar Marcos Antônio Vargas, em uma das conversas. Vargas criticou a postura da Interpol em relação ao jornalista Allan dos Santos, cuja prisão foi decretada por Moraes, mas cuja extradição foi negada pelo governo dos Estados Unidos. “Dá vontade de mandar uns jagunços pegar esse cara na marra e colocar em um avião brasileiro”, desabafou Vargas.
As mensagens, trocadas entre agosto de 2022 e maio de 2023, fazem parte de uma reportagem publicada na última terça-feira (13/8), que sugere que o TSE foi utilizado para investigar bolsonaristas fora do procedimento padrão. O material divulgado inclui mensagens e documentos que, segundo o jornal, não foram obtidos por meio de interceptação ilegal ou acesso hacker.
Redação AM POST
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