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Aliado de Lula cria secretaria e nomeia filha no dia seguinte

Cargo de secretária Extraordinária da Primeira Infância foi criado no dia 31 de dezembro e assumido por Paula Cintra Dantas no dia 1° de janeiro.

  • Por AM POST

  • 06/01/2023 às 15:03

  • Atualizado em 06/01/2023 às 15:04

  • Leitura em dois minutos

Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a última eleição, o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), nomeou a própria filha como titular de uma secretaria que ele tinha criado no dia anterior. A nomeação consta no Diário Oficial de Alagoas do último domingo (1°), data da posse dele para o segundo mandato como chefe do Executivo alagoano.

No Diário Oficial de Alagoas publicado no dia 31 de dezembro de 2022, o governador promulgou a Lei Delegada 48/2022, que organizou o modelo de gestão da administração pública estadual. Na norma, consta a criação de uma nova pasta, a Secretaria Extraordinária da Primeira Infância, e o cargo de secretário que a chefiará.

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Já na edição de 1° de janeiro de 2023, portanto o dia seguinte, o nome de Paula Cintra Dantas, filha do governador alagoano, aparece como nomeada para exercer justamente o cargo de secretária de Estado Extraordinária da Primeira Infância. Nas redes sociais, Paula se diz interessada em “geriatria, psiquiatria e saúde da família”.

Além da filha, o governador de Alagoas também favoreceu outros parentes com cargos na administração pública. A tia de Paulo, Samya Suruagy, foi reconduzida ao comando da Procuradoria Geral do Estado de Alagoas (PGE). Já a prima dele, a deputada estadual eleita Carla Dantas (MDB), foi escolhida como secretária de Agricultura e Pecuária.

Outro nome próximo do governador a conseguir um cargo público foi seu genro e esposo de Paula Dantas, o também médico Antônio Luciano Lucena Filho, que assumiu o cargo de diretor-geral do Hospital da Mulher Drª. Nise da Silveira, em Maceió.

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AFASTADO DO CARGO E ALIADO DE LULA E RENAN
Paulo Dantas foi afastado do cargo de governador em outubro do ano passado depois que investigações da Polícia Federal apontaram a participação do político em um esquema de corrupção. O afastamento foi determinado pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na época, ele fez campanha eleitoral com o apoio de Lula e do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

No entanto, menos de duas semanas após o afastamento, ele retornou ao cargo favorecido por decisões dos ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma das decisões, Mendes afirmou que medidas cautelares contra candidatos não poderiam ser tomadas em um período de 15 dias antes das eleições e até 48 horas após o pleito.

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Fonte: Pleno.News

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