Amom Mandel é detonado na web após se declarar contrário a PEC que extingue escala 6×1: “nunca trabalhou 44 horas por semana”
Diante das reações, a posição de Mandel pode representar uma queda em sua popularidade, especialmente entre eleitores de esquerda que até então viam o deputado como aliado.
- Foto: Reprodução
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) recebeu um enxurrada de críticas nas redes sociais após declarar oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir o regime de trabalho 6×1. A proposta, defendida pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), quer assegurar aos trabalhadores uma folga adicional, proporcionando maior qualidade de vida. Entretanto, a resistência de alguns parlamentares, incluindo Mandel, gerou uma onda de desaprovação entre internautas, especialmente entre aqueles de esquerda, que compõem parte de sua base de apoio.
Atualmente, o regime 6×1 exige que o trabalhador cumpra seis dias de serviço consecutivos para obter um dia de descanso, prática comum em setores como comércio e serviços. A mudança traria impactos diretos na jornada de trabalho, mas também levanta preocupações entre empresários, que argumentam que a alteração poderia aumentar custos operacionais, especialmente em setores que dependem de uma força de trabalho contínua.
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O único parlamentar do Amazonas a apoiar a PEC foi o deputado Saullo Vianna (União Brasil).
Enxurrada de críticas
Em sua rede social, Mandel comentou que sua oposição a PEC foi baseado em “preocupações com a economia”, mas que estaria aberto a reconsiderar seu posicionamento mediante argumentos convincentes. Ele revelou que sua equipe estaria realizando um estudo independente e revisão bibliográfica para melhor fundamentar a questão. “Quem for civilizado e quiser dialogar e apresentar argumentos, fique à vontade”, afirmou.
O texto, no entanto, gerou uma enxurrada de críticas. Muitos seguidores se disseram decepcionados com o político e acusaram o deputado de silenciar comentários discordantes em sua página. “Apresentei dados de forma civilizada e fui ocultada”, lamentou uma seguidora, enquanto outra comentou: “Pow, apagou meu comentário”. A sensação de frustração se intensificou com manifestações como a de um seguidor que criticou o salário de Mandel: “É muito fácil ser contra os trabalhadores enquanto ganha 40 mil por mês dos cofres públicos”.
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“Somos obrigados a viver assim mesmo só se for, o Amom nunca trabalhou 44 horas por semana, se ele passasse 12 horas em 1 posto de gasolina atendendo os clientes é abastecendo os carro, acho que no final do dia ele estaria destruído”, disparou outro seguidor.
A controvérsia não ficou restrita aos seguidores anônimos. O influenciador digital Vito Israel, reagiu à fala do deputado, interpretando o uso da palavra “civilizado” como desdém aos críticos. “Tu se acha, né?”, escreveu ele, ao que Mandel respondeu: “Por acaso você vestiu a carapuça de não ser civilizado?”. Israel, por sua vez, retrucou: “Esse discursinho de quem se acha superior aos demais não cola. Debata de igual, que é o que todos somos! Lembrando que você é um funcionário do povo, não o patrão!”.
Diante das reações, a posição de Mandel pode representar uma queda em sua popularidade, especialmente entre setores de esquerda que até então viam o deputado como aliado.
Dos mais de mil comentários no post, cerca de 99% são de críticas ao posicionamento do parlamnetar.
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