Apenas cinco parlamenteares da bancada do Amazonas assinaram, até o momento, a CPMI do Banco Master; saiba quais
Apenas quatro deputados federais e um senador do estado apoiaram a comissão.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
A bancada do Amazonas no Congresso Nacional aparece dividida no pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, proposta que busca investigar denúncias envolvendo a instituição financeira, atualmente sob apuração da Polícia Federal. Até o momento, apenas quatro deputados federais e um senador do estado assinaram o requerimento, enquanto a maioria optou por não aderir à iniciativa.
O pedido de CPMI é de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL), que divulgou nas redes sociais, na terça-feira (30), a lista atualizada de parlamentares que assinaram — e dos que não assinaram — o requerimento. Segundo Jordy, a proposta já alcançou 187 das 198 assinaturas necessárias para ser protocolada oficialmente no Congresso.
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Apoio da bancada
No Amazonas, os deputados federais Amom Mandel, Capitão Alberto Neto, Fausto Jr. e Pauderney Avelino constam entre os que já assinaram o pedido de criação da comissão.
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Por outro lado, os deputados Adail Filho, Átila Lins, Sidney Leite e Silas Câmara ainda não assinaram o requerimento, conforme a lista divulgada pelo autor da proposta.
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A divisão também se repete no Senado. Dos três senadores do Amazonas, apenas Plínio Valério assinou a CPMI até agora. Eduardo Braga e Omar Aziz não constam entre os signatários.
Foco da CPMI
A CPMI do Banco Master tem como foco investigar a suposta relação entre o banco e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Reportagem do jornal O Globo revelou que a esposa do magistrado, Viviane Barci, mantinha contrato com o Banco Master no valor de R$ 3,6 milhões por mês, pelo período de três anos. O mesmo levantamento informou que Moraes teria se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos relacionados à instituição financeira.
Para Carlos Jordy, a contratação não se limita à figura da advogada. “Ao contratar Viviane Barci, o Banco Master não contratou a esposa do ministro, mas o próprio ministro”, afirmou o parlamentar, defendendo a necessidade de investigação parlamentar ampla e independente.
A baixa adesão da bancada amazonense chama atenção em um momento de forte debate nacional sobre transparência, conflitos de interesse e fiscalização das instituições financeiras. Com o número de assinaturas próximo do mínimo exigido, a expectativa é que o requerimento seja protocolado nos próximos dias, o que colocará oficialmente os parlamentares sob pressão para justificar suas posições.
Enquanto isso, a lista de assinaturas expõe, de forma objetiva, quem da bancada do Amazonas optou por apoiar a investigação e quem preferiu ficar fora da CPMI, em um tema que promete repercussão política e institucional em Brasília.
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Declaração de Transparência
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