Apenas cinco vereadores da CMM não usaram o ‘Cotão’ em janeiro
A CEAP é um recurso que cobre despesas como aluguel de veículos, combustíveis, passagens aéreas, consultorias, divulgação do mandato, entre outros.
- (Foto: divulgação Dicom CMM)
Notícias de Política – O levantamento das despesas da Câmara Municipal de Manaus (CMM) referentes ao mês de janeiro revelou que apenas cinco dos 41 vereadores não utilizaram a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), mais conhecida como ‘Cotão’. O benefício, destinado ao custeio das atividades dos parlamentares, frequentemente levanta questionamentos sobre transparência e necessidade real dos gastos.
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A CEAP é um recurso que cobre despesas como aluguel de veículos, combustíveis, passagens aéreas, consultorias, divulgação do mandato, entre outros. No entanto, seu uso tem sido alvo de críticas recorrentes, principalmente quando não há prestação de contas detalhada ou quando os valores parecem desproporcionais às necessidades do trabalho legislativo.
Os cinco vereadores que não utilizaram o recurso foram: Rodrigo Guedes Oliveira de Araújo (Progressistas), Carlos ‘Pai Amado’ (Avante), Eurico de Angelo Tavares (PSD), Ivo Neto (PMB) e João Paulo ‘Janjão’ (Agir).
Enquanto cinco vereadores optaram por não utilizar a verba, os demais 36 fizeram uso do benefício, com valores que variam conforme as necessidades e prioridades de cada mandato. O total gasto pelos parlamentares em fevereiro ainda não foi oficialmente divulgado pela CMM, mas a média mensal de utilização do ‘Cotão’ tem ficado entre R$ 25 mil e R$ 35 mil por vereador.
Os principais gastos declarados envolvem serviços de assessoria jurídica e contábil, aluguel de veículos e publicidade institucional. No entanto, alguns vereadores utilizam parte significativa do recurso para a divulgação de suas ações em redes sociais, levantando questionamentos sobre a real necessidade desse tipo de despesa financiada com dinheiro público.
A postura dos cinco vereadores que abriram mão do benefício pode influenciar debates sobre a necessidade de reformulação do sistema de custeio das atividades parlamentares. Em um cenário de corte de gastos públicos e crescente exigência por maior transparência, a decisão pode servir como exemplo para futuras legislaturas.
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Além disso, a escolha desses parlamentares pode fortalecer sua imagem perante os eleitores, que frequentemente cobram mais responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Confira o comprovante dos vereadores que não gastaram a Ceap de janeiro

(Foto: portal da transparência CMM)
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