Após caso de violência no RJ, Câmara de Manaus aprova parecer que desobriga entregadores de subir em prédios para deixar pedidos
Medida ocorre após caso de violência no Rio de Janeiro em que um entregador foi baleado após recusar-se a subir em um edifício.
Notícias de Política – Os vereadores de Manaus aprovaram, nesta segunda-feira, 1º, o parecer favorável da 2ª Comissão ao Projeto de Lei nº 009/2025, de autoria do vereador Rodrigo Guedes (Podemos). A proposta altera a Lei Municipal nº 555/2023, que regula o serviço de entrega em domicílio na capital amazonense, e estabelece que os entregadores não serão mais obrigados a subir em prédios para entregar pedidos.
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O texto acrescenta dispositivos ao artigo 2º, modifica o artigo 3º e inclui novos parágrafos na legislação em vigor. Segundo o autor, o objetivo é garantir segurança e clareza nas regras que regem a atividade dos profissionais de delivery.
Leia mais: Vídeo: Entregador é baleado após se recusar a subir em prédio para entrega
“Esse projeto complementa a Lei nº 555, que foi uma inovação construída coletivamente com centenas de entregadores que vieram à Câmara. O entregador não é proibido de subir em prédios, mas também não é mais obrigado. A decisão fica a critério dele e do consumidor, evitando conflitos como os que vimos recentemente em outras capitais”, afirmou Rodrigo Guedes, ao destacar caso de violência no Rio de Janeiro em que um entregador foi baleado após recusar-se a subir em um edifício.
Reconhecimento da categoria
O vereador Rodrigo Sá (Progressistas) também defendeu a iniciativa, lembrando a importância da categoria, especialmente durante a pandemia.
“Esses profissionais cresceram de forma significativa naquele período e continuam sendo fundamentais para a cidade. É uma atividade difícil, muitas vezes hostil, e que precisa do respaldo do poder público”, destacou.
Próximos passos
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis (Avante), informou que, após a aprovação do parecer, o projeto seguirá para nova análise em terceira discussão, na Comissão de Economia e Orçamento. Se aprovado em plenário, o texto será encaminhado para sanção do Executivo municipal.
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